Luanda – A situação que o clube aviador vive nos tempos actuais, resulta de uma providência cautelar que um grupo de descontentes interpôs junto do Tribunal de Luanda, contestando os resultados eleitorais de Abril do ano passado, no qual solicitavam a suspensão do elenco dirigido por Manuela de Oliveira. Nessa altura, para não criar um vazio de poder, o tribunal decidiu reencaminhar a anterior direcção então liderada por Zeca Venâncio, enquanto se aguarda pelo veredicto final do caso.

Fonte: Club-k.net

Totalmente inconformados com a decisão da juíza, uma vez que Manuela de Oliveira é, simultaneamente, presidente eleita e vice-presidente da direcção cessante, foi apressadamente inspirada a criação de uma comissão de gestão, agilmente montada por Hélder Preza e Zeca Venâncio em Janeiro último, visando asfixiar Manuela de Oliveira com a imposição da figura de Branco Ferreira, mais tarde substituída, à última da hora, por Justino Fernandes.

A referida comissão tencionava preparar condições para realizar novas eleições, em violação flagrante à decisão do Tribunal. Recorde-se, o processo está agora na fase de Acção Principal e corre trâmites normais junto do Tribunal provincial, às mãos da nova juíza.

Descoberta agora a tramóia criada contra a «dama forte» do clube eleita em Abril passado e forçosamente afastada do clube há cerca de um ano quando o ASA atingiu o seu melhor no Girabola (em perseguição do 2º lugar), os sócios e amigos do ASA, adeptos e massa associativa em geral, exigem o regresso de Manuela de Oliveira e a reentrada do PCA da TAAG, Pimentel Araújo na sua qualidade legítima de Presidente da mesa da assembleia geral, para que em conjunto, ambos possam revitalizar o clube e recuperá-lo da iminente hecatombe com uma futura despromoção do Girabola.

Sublinhe-se que a criação da comissão de gestão, declarada ilegal à luz do direito desportivo, foi já contestada pelos sócios, tendo os advogados de defesa recorrido ao ministro de tutela dos transportes e da juventude e desportos, com uma fundamentada reclamação.

Justino Fernandes, entretanto, não acatou conselhos no sentido de recolocar o clube no trilho judicial normal e, com intenções pouco claras, que lhe são atribuídas pelo alinhamento perfeito com Zeca Venâncio e descontentes, pretendia convocar uma assembleia para o dia 24 de Maio, expediente irregular com que viria a perverter os resultados eleitorais, considerados como justos e democráticos pela esmagadora maioria dos associados em pleno gozo de direitos.

Foi nessa base que os sócios, adeptos e amigos do ASA, bastante agastados com Justino Fernandes, decidiram fazer circular em Luanda, desde o passado dia 7 de Abril, um abaixo-assinado exigindo respeito à decisão do Tribunal e a reposição da normalidade estatutária no clube, recusando-se a participar em assembleias que não sejam convocadas pelo PCA da TAAG, estatutariamente o Presidente da Mesa da Assembleia geral do clube, cargo até agora usurpado por Hélder Preza.


ABAIXO-ASSINADO DOS SÓCIOS E AMIGOS
DO CLUBE ATLÉTICO SPORT AVIAÇÃO – ASA


Considerando que a situação actual do ASA se degradou definitivamente com a improvisação de medidas cautelares que mais têm prejudicado o clube do que retirá-lo da iminência de uma descida de divisão, e da perda do seu prestígio nacional conquistado ao longo de mais de 60 anos, os sócios e amigos do ASA abaixo-assinados, vêm por este meio manifestar a sua indignação pela tentativa de subalternizar o valor histórico do ASA com a defesa de interesses pessoais, atentatórios da colegialidade e obediência aos estatutos por que se devem reger as organizações.

Nestes termos decidem em:

1- Não apoiar a continuidade ou o surgimento de novas comissões não previstas no ordenamento jurídico desportivo, pelo que exigem a extinção da actual comissão de gestão, que contraria a decisão do tribunal de Luanda.

2- Tendo em conta que o Presidente do ASA, José Baptista Venâncio, reencaminhado pela juíza (processo nº 017/12-H) há mais de um ano que não se apresenta no Clube para dar cumprimento a referida decisão, são atribuídas competências à Vice-Presidente para o Andebol do ASA, a Sra. Dra. Maria Manuela Pedro de Oliveira, para dirigir o ASA, nos termos constantes do despacho da providência cautelar emitido pela juíza do caso.

3- A Presidência da Mesa da Assembleia-geral é restituída ao PCA da TAAG, o Sr. Dr. Pimentel Araújo, para a imediata reposição da legalidade estatutária do clube.

4- Até veredicto final do Tribunal, os sócios e amigos do ASA apelam, a todos os patrocinadores oficiais do clube, para concederem todo o apoio material e financeiro à Direcção reencaminhada, para permitir a recuperação do clube no mais curto prazo, e que seja implementado, paralelamente, o programa de revitalização e modernização do ASA, nos termos já aprovado pela massa associativa, mas injustamente interrompido.

REPÔR A LEGALIDADE E SALVAR O ASA!
Feito em Luanda, aos 7 de Maio de 2013



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