Luanda - O ministro angolano da Saúde, José Van-Dúnem, exortou hoje, segunda-feira, em Brazzaville, a todos estados membros da região africana para que continuem a apoiar o processo de reforma conduzido pela OMS e que prossigam com os esforços para o alcance dos Objectivos de Desenvolvimento do Milênio e progressivamente para o acesso universal aos serviços preventivos e curativos de saúde.

Fonte: Angop

O ministro fez esta exortação quando apresentava a declaração do fim do seu mandato como presidente da sexagésima segunda sessão da OMS realizada em Novembro, em Luanda, Angola.

O ministro sublinhou que, durante o seu mandato, ganhou uma experiência rica e gratificante e representaram para si um modelo participativo que na sua óptica permitiu a todos os estados membros maior apropriação, participação e dinamismo na resolução dos problemas de saúde que afectam a região africana.

"Espero ter cumprido o mandato que me foi confiado, de acordo com as vossas expectativas. Espero ter contribuído para fortalecer o diálogo e a amizade entre os estados membros da região em prol da saúde das nossa populações , de acordo com as resoluções da Assembleia Mundial da Saúde para a região africana", sublinhou .

José Van-Dúnem afirmou que nos últimos 10 meses, vários encontros regionais, inter-regionais e mundiais contribuíram para acelerar os avanços no desenvolvimento sanitário, bem como para esforçar a solidariedade entre os países da região e de outros continentes.

Destes eventos apontou o encontro de Gaberone, durante o qual foram discutidos os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio Pós-2015 e a cimeira mundial sobre as vacinas, onde se verificou o potencial de ganhos em saúde que representa para a região o acesso alargado a um pacote de mais de 10 vacinas disponíveis.

Apontou ainda a recente reunião de Abuja mais 12, organizada pela União Africana, durante a qual houve oportunidade não só de avaliar os progressos alcançados desde a primeira cimeira sobre o VIH/Sida, malária e tuberculose, bem como o Fórum China-África sobre o desenvolvimento sanitário , o que constitui uma nova plataforma de diálogo e de cooperação com aquele pais asiático e um mecanismo de grande importância para a dinamização da cooperação Sul-Sul.

O ministro apontou como preocupações actuais a gestão do risco de catástrofes, a decisão sobre a criação do Fundo Aafricano para Emergências em Saúde Pública e o roteiro para reforçar os recursos humanos em saúde.

O responsável angolano manifestou-se convicto de que os temas e as resoluções que serão debatidos neste cinco dias serão de grande valia para a região, tanto no tocante a prevenção e ao controlo da doença como no que concerne ao reforço dos sistemas de saúde .

 



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