Agora aguarda detido a extradição para Portugal por crimes de falsificação e burlas em solo luso. Segundo apurou o jornal 24horas, Raul usava o nome de José Eduardo dos Santos para enganar empresários em Portugal.

Actualmente com 55 anos, o angolano Raul Diniz, foi preso em Abril pela Polícia Militar, em Araranguá, no Sul do estado de Santa Catarina, e entregue à Polícia Federal em Florianópolis. Na altura da sua detenção estava a chegar a casa ao volante de um jipe Grand Cherokee, preto com matrícula do Rio de Janeiro.

Desde então aguarda extradição para Portugal, tendo visto há dias negada a liberdade provisória pelo Supremo Tribunal Federal brasileiro.

Guerra na Polícia Judiciária

Em Portugal, Raul dos Santos Diniz tornou-se mediático no final do Verão de 2000, quando fez estoirar uma guerra na PJ. Contra ele pendia um mandato internacional de captura, emitido por Luanda, via Interpol, que o então director da Direcção Central do Combate à Corrupção, Fraudes e Infracções Económico-Financeiras da PJ. O procurador Rosário Teixeira, ignorou, invocando “aguardar melhor esclarecimentos”.

O angolano era procurado por falsificação e burla em negócios de diamantes de três milhões de dólares, mas em Portugal também tinha crimes pendentes.

A bronca estoirou quando a procuradora Cândida Vilar, do DIAP, questionou Vítor Chaves de Almeida, então director da Interpol em Lisboa, sobre o destino do foragido Raul dos Santos Diniz.

A situação acabou por ser resolvida pelo coordenador superior, entretanto aposentado , Sousa Martins – ex-director em Faro e na altura à frente da Área Económica na Polícia Judiciária de Lisboa – que acabou por prender por prender efectivamente Raul dos Santos Diniz em casa, na Rua Bernardo Santarém, em Santarém.

O angolano esteve dois anos em prisão preventiva mas acabou por ser libertado e fugiu para o Brasil. O escândalo, na altura foi tão grande que Luís Bonina, então director nacional da PJ mandou instaurar um inquérito interno, cujas conclusões nunca foram conhecidas.

Fonte: 24horas



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