Berlim – Angola é o único país de língua oficial portuguesa que melhora a pontuação no Índice de Corrupção Percecionada (ICP), divulgado esta terça-feira, 03, pela Transparência Internacional, apesar de continuar a ter um dos piores resultados entre os países lusófonos.

Fonte: Lusa
Nem Portugal, nem Brasil nem Cabo Verde: só há um país de língua oficial portuguesa em que a percepção de corrupção melhora em 2013. Esse país é Angola. Por outro lado, os angolanos são os segundos piores classificados do grupo.

Angola é a única das oito nações da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) que melhora no Índice de Percepção de Corrupção, da Transparência Internacional. O ranking, que mede a corrupção que é sentida em 177 países, aponta uma ligeira melhoria de um ponto em Angola, que, com 23 pontos, sobe do 157º ao 153º lugar. Apesar de ser o único país a somar mais pontos face a 2012, só a Guiné-Bissau é que tem um resultado mais fraco que Angola.

A Guiné-Bissau cai 13 lugares em relação a 2012, ano em que somou 25 pontos (e era 150ª na tabela). Em 2013, o país com capital em Bissau perdeu seis pontos e é agora o 163º, com 19 pontos, o que o torna, também, o pior classificado entre os países da CPLP.

O índice oscila entre os zero pontos – altamente corrupto e 100 pontos – altamente transparente. Apesar da melhoria de Angola, o país liderado por José Eduardo dos Santos (na foto) continua bem mais próximo da cauda da tabela do que do topo. Somália, Coreia do Norte e Afeganistão repartem o fim do ranking e são os países mais corruptos do mundo, registando, cada um, oito pontos.

Só Portugal e Cabo Verde é que estão acima dos 50 pontos, e mesmo assim não se afastam muito. Portugal é o mais bem classificado da lusofonia, com 62 pontos, mantendo o 33º lugar de 2012 (apesar de ter perdido um ponto). Cabo Verde, que em 2012 estava a apenas três pontos de Portugal, também recuou, tendo perdido dois pontos (tem agora 58) e segue na 41ª posição.

A liderar a tabela estão a Dinamarca e a Nova Zelândia, com 91 pontos (em ambos os casos, uma melhoria face a 2012, ano em que também estavam em primeiro lugar). A Finlândia, que no ano passado também repartia a liderança com 90 pontos, soma agora 89 e reparte a terceira posição com a Suécia. A Noruega fecha os cinco primeiros lugares, o que evidencia que a Escandinávia é a região do mundo em que há mais transparência.

Brasil também recua

O Brasil, que organiza no próximo ano o Campeonato do Mundo de Futebol, interrompeu uma tendência de subida que trazia desde 2006 e perdeu um ponto, passando a somar 42. Por isso, os brasileiros são agora 72º (e não 69º como em 2012). São Tomé e Príncipe regista exactamente o mesmo resultado que o Brasil e, também, a mesma posição (e mantém o resultado de 2012).

Moçambique também piora em relação ao ano passado: teve 30 pontos, menos um que em 2012. Ainda assim, os moçambicanos sobem quatro lugares na tabela para a 119ª posição. Timor-Leste perde três pontos face a 2012 e iguala em 2013 a pontuação de Moçambique – e consequentemente o 119º lugar.

O Nepal (23), Laos (20) e Senegal (17) são os países que mais lugares progridem na tabela. Já a Síria, a braços com uma guerra civil, é o país que mais pontos perde face a 2012 – nove. Em segundo lugar nas perdas absolutas está um conjunto de cinco países, entre os quais se contam Espanha e Guiné-Bissau, que perderam seis pontos.



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