Luanda - O vice-presidente da República, Manuel Domingos Vicente, declarou, segunda-feira, que Angola é "fértil" em oportunidades e espaço para o crescimento contínuo de toda a classe empresarial angolana.

Fonte: Angop

Para Manuel Vicente, "o solo fértil de oportunidades em Angola permite semear e colher em todas as áreas do sector empresarial e criar, assim, espaço de crescimento contínuo para toda a classe empresarial angolana, seja esta pública ou privada".


Discursando na abertura do "1º fórum de negócios do sector empresarial público", afirmou que não obstante a inserção notória de grupos empresariais privados cada vez mais fortes no mosaico empresarial angolano, algumas empresas públicas já demonstraram capacidade comprovada de competir em pé de igualdade.


Tendo em conta o ambiente de constante mutação e evolução, Manuel Vicente considerou imperioso a implementação consistente de programas de formação de quadros, que garantam a sustentabilidade no desenvolvimento do capital humano, para enfrentar os desafios e oportunidades de negócios.


"Independentemente de se tratar de uma empresa privada ou pública, o importantes é o capital humano, o espírito de interacção e de equipa, o papel do gestor, a sua atitude para com o trabalho e o compromisso com o desafio que tem em mãos", declarou.


Acrescenta que a capacitação dos quadros está directamente relacionada com o incremento da sua produtividade e a criação do seu auto-sustento, factores que permitirão as empresas públicas angolanas dispensarem gradualmente os subsídios operacionais provenientes do Orçamento Geral do Estado (OGE), convertendo estas poupanças numa receita adicional que poderá ser aplicada em áreas mais carenciadas.


Manuel Vicente desafiou as empresas do sector empresarial público a criarem e dinamizarem, não de modo isolado, programas de responsabilidade social e que melhorem, de modo significativo, a qualidade de vida das comunidades em que estão inseridas e da sociedade, em geral.


Citou o Presidente da República, José Eduardo dos Santos, quando no último discurso sobre o Estado da Nação frisava: "Cuidar da economia, da sua gestão e desenvolvimento e da partilha justa dos seus resultados é uma condição indispensável para se assegurar a estabilidade política e o crescimento do bem-estar social".


O Vice-presidente pede que se alinhe às boas práticas de governação corporativa ao rigor e a transparência dos relatórios de gestão e contas que devem ser divulgados a todos "stakeholders", com realce para o seu investidor principal, o Estado, que almeja taxas atraentes de retorno do seu investimento.


Salienta ainda que como agente regulador da economia, o Estado prevê a arrecadação de impostos de todas as empresas públicas, como uma contribuição positivas das respectivas receitas, a serem aplicadas em prol do bem-estar de todos.



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