Lisboa - Verificado em Manuel Domingos Vicente, sinais reveladores de que tenha mudado da sua antiga posição de negação a política. Anteriormente, o actual Vice-Presidente da República invocava que entrou para política não por decisão própria mas por vontade do Presidente José Eduardo dos Santos (JES), que deseja fazer-lhe seu delfim presidencial.

Fonte: Club-k.net

Manuel Domingos Vicente, segundo observações a seu redor, esta conformado que diante do Estado de fatiga de JES, será ele o herdeiro do “trono presidencial”.

No sentido de não vir a ser surpreendido, por “imprevisibilidades da natureza humana”, o Vice-Presidente criou um “grupo de Estudo” com a missão de analisar/estudar cenários para Angola, no pós- Eduardo dos Santos. Fazem parte do referido grupo especialistas brasileiros.

Desde o ano passado, a parte angolana do “grupo de  estudo pós- JES”, desdobrou-se em consultas que se estenderam a figuras da oposição angolana, a fim de proceder a coleta das suas visões sobre o futuro.

De acordo com conhecimento é do interesse de Manuel Vicente, vir a governar  inicialmente,  no “pós- JES”, num cenário de aliança com a oposição política em Angola,  em honra da estabilidade no país.  A referida aliança   culminaria com a insersão  de quadros políticos da oposição no seu futuro governo.

O “grupo de estudo”  entende que, até a provável saída de JES da vida política , e até lá com a saída de Isaías Samakuva fora do jogo político, restaria apenas Abel  Epalanga Chivukuvuku da CASA-CE, como principal ameaça, numa corrida eleitoral. Por efeito de cálculos, alguns integrantes do “grupo de estudo”  entendem que se deveria avançar com iniciativas pacíficas tendentes a desencorajar uma candidatura de Abel Chivukuvuku, a eventuais eleições presidências em Angola.

Manuel Vicente aparenta ter também a percepção  de que é rejeitado dentro do MPLA, para eventuais desafios presidências. Como eventuais medidas no “pós-JES”, o seu grupo,  procura  reconciliar-se com uma corrente do MPLA, identificada com o antigo Secretário Geral, João Lourenço.

A principal oposição que o mesmo encontra no regime é de uma corrente aparentemente ligada a Fernando da Piedade Dias dos Santos “Nandó”, que até a data das eleições de 2012, era tido como o putativo substituído presidencial em Angola.

Vicente conta com o apoio do general Manuel Hélder Vieira Dias “Kopelipa”, e  Leopoldino do Nascimento. Dentro do Bureau Político conta com o suporte de Carlos Feijó e de António Pitra Neto.



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