No debate organizado pelos finalistas do curso de Comunicação Social da Universidade Privada de Angola (UPRA), Ismael Mateus apontou os pressupostos para a profissionalização do jornalismo angolano: a habilidade especializada, base técnico-científica, formação sistemática e organização profissional, ingresso condicionado ao jornalismo através da avaliação prévia, compromisso de um código de ética e deontologia profissional e responsabilidade pessoal.

O jornalista disse que há no país um ensino superior de jornalismo, onde se assiste a uma descoordenação e ausência de qualquer controlo de qualidade. Por isso, defendeu a existência de um conselho superior técnico para a avaliação dos conteúdos programáticos e das cadeiras técnicas que são ministradas.

Na óptica de Ismael Mateus, o ensino técnico é praticamente inexistente. “O Estado decidiu envolver-se, criando o CEFOJOR que, em nosso entender, devia ser mais um centro de estágio e superação técnica do que um centro de formação”, defendeu. No que diz respeito à formação sistemática e organização profissional, Ismael Mateus defendeu uma articulação entre a formação académica e a permanente necessidade de superação. “As faculdades devem ser complementadas com os centros de superação como o CEFOJOR”, acrescentou.

A questão da carteira profissional foi, igualmente, levantada. Ismael Mateus lamentou o facto do país não conceder ainda aos jornalistas este importante documento e disse que nenhuma empresa devia admitir ou manter no seu seio jornalistas que não possuam uma carteira.

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Fonte: Jornal de Angola



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