Brasil - A quem diga que é a melhor equipa do mundo. Tem em seu plantel muitas estrelas, que quando deparadas com um time em escuridão de talentos, brilham em todo o seu esplendor. Essa equipa tem o nome de Barcelona, e em mais um jogo frente à Vila Real, o árbitro apita canto, que os nossos irmãos brasileiros chamam de escanteio.

Fonte: Club-k.net

Então, Daniel Alves tenta batê-lo, quando, de repente, atiram-lhe uma banana pelos adeptos da equipa adversária. Sem perder tempo, esse a come, afinal Daniel Alves deve saber que é uma fruta que faz bem a saúde, como afirmam estudos científicos, embora tal ato não fosse feito por convicções nutricionais, senão RACISTAS.

O preconceito racial tem génese no cristianismo primitivo, que em aliança com as monarquias europeias lançou uma ofensiva de conquista de novas terras comerciais, para os Estados, e de conversão de novos crentes, para a religião.

Travestidas de obras de Deus, essas incursões evangélicas, se é que têm respaldo nalgum evangelho de Jesus profético e revolucionário, serviram de instrumento de neutralização do senso natural de defesa dos povos locais, enquanto se camuflavam às suas retaguardas os canhões militares, que depois surgiam de surpresa para a dominação física dos espaços.

Feito isto, a igreja, tida por definição como a consciência crítica da sociedade, portanto, como denúncia, conforme mostra a vida de Cristo consagrada inteiramente aos fracos, impunha a sua fé à espada, punindo até a morte aqueles que se negassem a submeter a nova ordem espiritual, ou declarados como subversivos, portanto, mantidos como presos políticos e de consciência, e mandados para campos de trabalhos forçados nos Estados Unidos, Haiti, Colômbia, Cuba, Antilhas, principalmente, Brasil.

Batizando os africanos em nome do Pai e do Filho e Espírito do Diabo, a igreja católica emitia sarcasticamente certidões de batismo estampadas com uma efígie de macaco, que significava que o negro não tinha alma, portanto, era animal. Ao longo do tempo, isso foi reproduzido das mais diferentes e ignóbeis formas na literatura ocidental, resultando na mentalidade que vemos hoje nos jogos de futebol na Europa.

Após o que aconteceu com o Daniel Alves, desencadeou-se no Brasil uma campanha de ‘’apoio’’ ao craque, comendo bananas, sobre tudo, entre os famosos. Morro no Brasil. Sinceramente, dos países que acompanho política, económica e culturalmente, o Brasil é dos piores em RACISMO, dali que acho incompreensível, senão fossem cómicas tais reações por cá. O Brasil deveria, primeiro, curar o câncer do seu próprio racismo, que coroe o tecido das suas relações sociais antes de assistir outras sociedades infectadas pelo mesmo bacilo. 

A opinião de Daniel Alves sobre esse episódio é pessoal, mas como negro, o seu sofrimento é, de certeza, também meu. Por isso, aqui vão os meus sentimentos de solidariedade a ele e a tantos outros jogadores, como Samuel Et’o, Neymar, Drogbá, Roberto Carlos e Balloteli, vítimas da perversão da história.

Sabemos, por fim, que nossas vozes unidas são um poderoso antibiótico para salvar a todos os brancos enfermos nos leitos da ignorância, que com esses atos de preconceito, na verdade, têm a única forma de suplicarem pelo conhecimento da verdade de que somos todos humanos.



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