Luanda - A diamantífera australiana Lucapa Diamond Company anunciou a existência de um importante campo de diamantes na nova exploração na região do Lulo, no norte do país.

Fonte: Lusa 

De acordo com informação da empresa, à qual a Lusa teve hoje acesso, a prospeção permitiu confirmar o potencial diamantífero no kimberlito Se251, naquela concessão, depois de recuperados quatro diamantes, de diferentes dimensões, entre as primeiras amostras analisadas.

 

Com uma superfície de aproximadamente 220 hectares, a área potencial de prospeção da denominada Se251, segundo a empresa, será o "maior" campo de kimberlito (espécie de rocha magmática com diamantes) identificado na concessão de Lulo, de 3.000 quilómetros quadrados, na província angolana da Lunda Norte.

 

Na mesma informação, o diretor da Lucapa, Miles Kennedy, considera a recuperação destes diamantes entre as amostras como "extremamente importante" por indicar, "sem qualquer dúvida", que este "enorme canal" em análise "é, de facto, diamantífero".

 

"A Lucapa levou seis anos para chegar a este ponto, que é apenas o início do caminho que ainda temos pela frente", apontou Miles Kennedy, afirmando tratar-se de um canal que deverá conter "diferentes tipos de diamante".

 

A concessão, cujos direitos de exploração foram prorrogados em março de 2013 pelo Governo angolano por mais dois anos, até junho de 2025, pode assim acolher um grande campo de kimberlito e está localizada a cerca de 150 quilómetros a oeste da mina de diamantes de Catoca, a maior produtora nacional e a quarta maior do género no mundo.

 

"A Se251 foi considerada como alvo de exploração prioritária pela Lucapa desde que a equipa geológica identificou o canal de kimberlito como provável origem do maior e mais valioso diamante de aluvião recuperado da mesma área na concessão de Lulo", lê-se na informação da empresa, agora divulgada.

 

Em janeiro passado, a empresa australiana anunciou a descoberta de um diamante branco de 32,2 quilates, com a forma de um dodecaedro irregular.

 

A Lucapa vendeu até maio passado seis milhões de dólares australianos (mais de quatro milhões de euros) em diamantes de aluvião recuperados durante a fase de exploração em toda a concessão de Lulo, a 750 quilómetros da capital Luanda.

 

Dados da indústria diamantífera mundial apontam Angola como quinto maior produtor de diamantes, mas a sua produção representa apenas 8,1 por cento do valor global mundial.

 

Depois do petróleo, os diamantes são o segundo principal produto de exportação de Angola.



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