Lisboa - Uma unidade flutuante de produção e armazenamento de petróleo que trabalhou durante oito anos consecutivos no offshore angolano vai ser reativada este ano, após dois anos de obras de conversão, informou a empresa proprietária.

Fonte: Lusa

De acordo com a administração da OPS - Serviços de Produção de Petróleos, o caso da FPSO (Floating Production, Storage and Offloading, em inglês) N'Goma representa a "primeira conversão" de uma unidade deste género no país.

As FPSO são plataformas flutuantes de grandes dimensões utilizadas na indústria petrolífera de operações offshore para processar, armazenar e exportar petróleo bruto ainda em alto-mar, sendo a principal atividade da angolana OPS.

A FPSO N'Goma, formalmente denominada como Xikomba, foi a primeira unidade do género que a operadora Esso colocou em funcionamento em Angola, no bloco 15, e operou consecutivamente com "excelentes rendimentos" entre 2003 e 2011, de acordo com a OPS.

Esta unidade, semelhante a um grande petroleiro, tem mais de 340 metros de comprimento por 50 de largura, capacidade para armazenar 1,5 milhões de barris de petróleo e para produzir 100 mil barris por dia.

Após trabalhos de conversão e melhorias realizados nos últimos dois anos em Singapura, cujos custos não foram divulgados, decorre agora a instalação de novos módulos no convés, nos estaleiros de Porto Amboim, no norte do país.

A plataforma estará de regresso ao offshore, em Angola, "nas próximas semanas", indicou o diretor-geral da OPS, Fabrice Dumortier, referindo-se ao início da operação no bloco 15/06, em águas profundas (mais de mil metros de profundidade).

"A equipa da OPS está preparada e entusiasmada para acolher esta nova operação na sua frota e dar início a uma relação frutífera e de longo prazo com a ENI [operador daquele bloco], num contrato de 12 anos", acrescentou Fabrice Dumortier, durante uma cerimónia realizada em Luanda para assinalar os dez anos de atividade da empresa.

A OPS perspetiva o início da produção neste bloco durante o quarto trimestre de 2014, no mesmo período em que será desmobilizada uma outra plataforma, a FPSO Kuito, com que também opera no offshore angolano.

A empresa, constituída pela petrolífera estatal angolana Sonangol e pela SBM Offshore, esta última líder internacional em unidades FPSO, assegura os serviços operacionais de produção de petróleo em Angola, empregando 450 trabalhadores, mais de metade nas unidades offshore.

Nos últimos dez anos, a OPS produziu em Angola, para diferentes operadoras, mais de 700 mil milhões de barris de petróleo e 1.130 carregamentos para exportação, contando com um volume de negócios anual que ronda os 300 milhões de dólares (220 milhões de euros).



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