Lisboa - O Banco Espírito Santo poderá perder a maioria acionista no BES Angola (BESA), uma vez que os parceiros angolanos do banco se preparam para fazer uma injeção de capital no sentido de aumentar a participação na instituição bancária, avança o Jornal de Negócios.

Fonte: macauhub/AO/PT

Em 2013, na sequência de um aumento de capital de 170,5 milhões para 670,5 milhões de dólares, o BES reforçou a sua participação accionista de 51,94% para 55,71%, os angolanos da Portmill mantiveram uma posição de 24% enquanto a Geni, outro angolano, subiu ligeiramente a sua participação de 18% para 18,99%.

Este reforço do BES e também da Geni foi obtido através da diminuição da representatividade dos accionistas individuais, que anteriormente controlavam 5% do BESA e depois ficaram com apenas com 1,3% da instituição financeira.

Existe ainda a possibilidade de ser o próprio Estado angolano a assumir a recapitalização do banco, de que o Banco Espírito Santo é, por enquanto, o maior accionista, na sequência de uma garantia soberana concedida ao BES Angola para assegurar o pagamento de créditos no valor de 5700 milhões de dólares.

Um quadro do BES afirmou recentemente que o banco estava a negociar com as autoridades angolanas as condições exactas em que pode ter lugar a execução da garantia, o que poderá significar a entrada do Estado angolano no capital do BES Angola.

Em causa estão créditos no valor de 5700 milhões de dólares concedidos durante o período em que o BESA foi presidido por Álvaro Sobrinho a que se terá perdido o rasto e que representam cerca de 80% do total da carteira de crédito do banco angolano.

De acordo com o jornal português Expresso, o BES Angola terá concedido crédito de forma discricionária sem garantias, a beneficiários desconhecidos, com dossiers de crédito que simplesmente não existem. 



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