"Neste momento estamos a pensar em fazer pedidos lá fora porque quando chegarmos ao mês de Maio teremos grandes problemas com as pessoas que já não terão alimentação suficiente", lamenta o prelado.

Dom Guimarães Kevano  afirma ainda que nas aldeias distantes "as populações não têm nada porque as casas e as coisas todas ficaram no fundo da água e então o povo quando se retirou não podia levar nada consigo porque ficou tudo estragado".

Neste período, apesar das águas das chuvas terem baixado consideravelmente os sacerdotes não conseguem chegar ainda a todas as comunidades para serviço pastoral, que inclui a assistência espiritual e também material.

"Há uma semana que as águas baixaram, mas há ainda algumas partes em que as viaturas não têm acesso ás próprias missões. As chuvas caíram com muita intensidade, mas como o terreno estava muito seco as águas baixaram muito rapidamente em certos sítios", disse o Bispo. Muitos fiéis têm também dificuldade para chegarem às missões nas suas regiões.

No Sul de Angola, junto à fronteira com a República da Namíbia está localizada a província do Cunene, uma das que esta temporada chuvosa mais sofreu com as quedas pluviométricas.

 Várias aldeias foram completamente inundadas, obrigando à sua evacuação através do serviço de protecção civil nacional. Devido à morte de cerca de oitenta mil cabeças de gado em vários lugares e à contaminação das águas de consumo das populações, os casos de cólera subiram em flecha originando várias vítimas mortais.

Fonte: Apostolado



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