Lisboa - O Comissário  Dias do Nascimento Fernando Costa e o  director Provincial da Investigação Criminal  de Luanda (DPIC), António Pedro Amaro Neto ambos implicados no assassinato de Alves Kamulingue terão feito declarações, em dias diferentes em Tribunal, que contradizem-se entre si, conforme avaliações competentes. 

 Fonte: Club-k.net

Oficiais  estão a ser protegidos pelo regime 

As contradições tem haver  sobre  que entidade,   as forças da DNIC (vulgo descaracterizadas) deveriam neste dia da execução,  ir auxiliar: Aos agentes da Policia Nacional (Vulgo forças caracterizadas) que estavam no terreno ou aos  responsáveis do SINSE,  em Luanda. 

O Director da DPIC, António Pedro Amaro Neto, que foi o segundo declarante a apresentar a sua versão sobre este  crime,  disse em tribunal que as forças descaracterizadas (expressão usada para os oficiais da DNIC)   foram, no dia do assassinato,  ao apoio do então Delegado do SINSE, António Gamboa Vieira Lopes.

Segundo a versão do  Comissário  Dias do Nascimento,  em tribunal, as forças descaracterizadas (DNIC) sairiam neste dia para apoiar as forças caracterizadas (Policias Normais fardados) para  localizar  os promotores da convocada manifestação anunciada para o dia 27 de Maio de 2012.

De realçar que o  Comissário Dias do Nascimento era a data dos factos  o comandante em exercício da Policia Nacional de Luanda,  uma vez que a então titular  Elizabeth Ramos Frank “Beth” se encontrava ausente do país por motivos de saúde.

De acordo com o depoimento do   comandante  Dias do Nascimento,  as  forças da policia  saíram a rua, neste dia,  em função de uma  comunicação do delegado do SINSE, António  Vieira Lopes, comunicando que ocorreria no dia 27 de Maio daquele ano uma manifestação anunciada nas redes sociais que atingiria o palácio presidencial para exigirem os subsídios de ex-militares.

Já o director da DPIC,  Amaro Neto declarou que  foi o comandante Dias do Nascimento que ordenou  que uma equipa do órgão sobre sua tutela saíssem a rua.

De acordo com constatações, as forças caracterizadas (Policias Normais) reportaram ao comandante  Dias do Nascimento dizendo que não tinha visto nada, já a descaracterizadas (DNIC/DPIC) mantiveram-se em silencio sobre o que realmente fizeram. Ou seja os agentes  DPIC não apresentaram relatório do que realmente fizeram. 

Nas contradições notadas entre estes dois oficias da Policia Nacional, notou-se que o director da DPIC tentou atirar responsabilidades ao SINSE, ao dizer que as “forças descaracterizadas foram ao apoio do seu delegado Gamboa Vieira Lopes. Já o comandante Dias do Nascimento afirmara nas suas declarações que o SINSE não manda na Policia Nacional ilibando assim, o seu antigo colega do aparelho de segurança.

Em condições normais, segundo apreciações de meios jurídicos, o comandante Dias do Nascimento e o director da DPIC deveriam estar igualmente detidos, a semelhança do delegado do SINSE, uma vez que foram eles que estiveram no comando da operação que assassinou Alves Kamulingue. Os seus subordinados tem repetido em varias vezes em tribunal que apenas receberam “ordens superiores”.

O director da DPIC, Amaro Neto mantem-se no seu cargo desde que aconteceram estas mortes enquanto que o comissário Dias do Nascimento foi agraciado pelo Presidente José Eduardo dos Santos, com o cargo de comandante da policia Nacional na província do Moxico.



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