Luanda - O presidente da Federação Angolana de Futebol, Pedro Neto, apontou domingo, em Luanda, a possibilidade da modalidade dar saltos qualitativos no futuro, em virtude de aposta e trabalhos em curso, principalmente, nos escalões de formação pelas distintas instituições do país.

Fonte: Angop

“Contrariamente ao que se pensa, os resultados do nosso programa não se fariam sentir a menos de quatro anos, quando muitos avaliam apenas o desempenho da selecção nacional na eliminatória do Campeonato Africano das Nações (CAN2015) como o principal produto da aposta, reestruturação e investimentos feitos pela FAF e demais parceiros”, disse.

O dirigente desportivo, que falava na grande entrevista da Rádio-5, sustentou a hipótese com facto da existência de uma grande aposta na formação por parte dos clubes, escolas e outros centros, aliado as novas infra-estruturas, que vem contribuir na qualidade do futebol e posterior potencialização das distintas selecções nacionais.

“Apesar das dificuldades existentes, contrariamente ao que se diz, no nosso país existe de facto trabalho na formação, que nos garante encarar o futuro com alguma tranquilidade e esperança. Temos o exemplo da Academia de Futebol de Angola (AFA), o trabalho que é feito pelo Carlos Queirós, no Petro de Luanda, o Jorge Mangrinhãs, no Huambo, e tantas
outras instituições”, frisou.

Sobre o fracasso da campanha ao CAN2015, que alegou ter servido de motivos de preocupação de muitas pessoas, afirmou que os erros administrativos não podem ser atribuídos apenas como o factor dos resultados desportivos negativos.

“Os erros de procedimento de inscrição de jogadores não podem ser um falso argumento que se tivéssemos todos os atletas poderíamos ganhar o CAN. Também há questões desportivas, técnicas e mesmo tácticas, mas, a serem discutidas em fórum próprio”, realçou.

Acrescentou que da época finda, além da reorganização dos aspectos administrativos (sistemas de inscrições entre clubes/FAF/CAF/FIFA), obtenção de novas instalações sede, investimentos nos sub-15, acordos de parceria formativa com AFA, instituições universitárias, entre outros, o órgão teve ainda como ganhos, o plantel que pode ser o “esteio” da futura selecção de honras, não sendo de tudo negativo.

À exiguidade da componente financeira, o nível competitivo da prova interna (Girabola), a necessidade da reorganização do sector feminino, a partir dos escalões de base, a possibilidade da incorporação do futsal, de praia, a criação de centro de treinamento específico, a Liga de clubes, premiação dos árbitros, o relacionamento com associações, o castigo do jogador Ary Papel, do 1º de Agosto, entre outras, também mereceram referências por parte do máximo da FAF.



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