Segundo José Fufuta, presidente da Associação de Apoio para o Desenvolvimento da Baixa de Cassanje (AADBC), organização que promovia a manifstação, a proibição do Governo da capital angolana foi feita através de uma carta, em resposta ao pedido de autorização apresentado pela associação.

"Vamos nas próximas horas recorrer ao Tribunal Constitucional para fazer valer os nossos direitos contidos na Constituição de Angola, de nos manifestarmos pacificamente, porque o que pretendíamos era junto do Governo português obter as nossas compensações pelos danos causados", salientou o líder da AADBC.

A 04 de Janeiro de 1961 as tropas coloniais portuguesas reprimiram uma revolta de camponeses dos campos de algodão na Baixa de Cassanje, entre as províncias de Malanje e Lunda-Norte, provocaando centenas de mortos.

Inicialmente considerada uma luta reivindicativa por melhores condições de trabalho nos campos algodoeiros da empresa Cotonang, que monopolizava o sector, o levantamento do Cassanje foi depois integrado na luta clandestina pela independência de Angola,pasando a data a ser feriado nacional.

Em Junho de 2003, a Associação de Apoio para o Desenvolvimento da Baixa de Cassanje remeteu ao Governo de Portugal um pedido de indemnização para as famílias das vítimas das forças armadas portuguesas, sem que até agora a petição merecesse resposta.

Em sinal de protesto, a ADBC pretendia realizar hoje uma manifestação partindo do largo do Kinaxixi, no centro de Luanda, com destino à embaixada de Portugal, onde seria entregue uma misiva às entidades diplomáticas portuguesas.

A lei angolana não prevê a realização manifestações durante os dias normais de expediente mas apenas aos sábados, depois das 13:00, o que não interessava à ADBC, já que nesse período a representação diplomática portuguesa está encerrada.

Fonte: Lusa



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