Luanda – Adelaide Kassova tem apenas três anos de idade, mas a vida já a colocou à prova. Com tão tenra idade foi-lhe diagnosticado um tumor no olho esquerdo e agora a família que vive na agonia, uma vez que o salário mesquinho (de protecção) que o seu progenitor ganha não cobre as elevadíssimas despesas para o seu tratamento.

Fonte: Club-k.net

família vive em condições precárias no bairro Boa Esperança, na comuna do Kikolo, município do Cacuaco, em Luanda, e porém perdeu a força de lutar para a sobrevivência da pequena Kassova que incessantemente solta gritos (angustiantes), de rasgar qualquer coração, por causa da dor insuportável do tumor que aparenta pesar quase um quilo (como ilustra a imagem).

A menina sofreu uma cirurgia em 2014 e neste preciso momento encontra-se em casa, tudo porque os médicos mostram-se incapazes de tratar, ou travar, o tumor. O último hospital que recusou prestar assistência médica a pequena Kassova foi a “Josina Machel”, vulgo, “Maria Pia”. 

Para quem quiser ajudar a família da menina Adelaide Kassova pode ligar para o senhor Figueiredo António (seu pai) através do número: (+244) 924 030 130 – ou pode fazer o depósito a partir da sua conta bancária: Banco de Poupança e Crédito (BPC), n.º da conta: 00 18M 01 87 40 11.

Leia na primeira pessoa as declarações de Figueiredo António, o pai da vítima.

A criança nasceu bem, mas depois um ano de idade, apresentou uma pequena inflamação por cima do olho esquerdo, imediatamente levamos ao hospital Ana Paula, posto no Banco de Urgência fizeram a primeira assistência e consequentemente passaram transferência para o Hospital Geral de Cacuaco.

 

Quando chegamos ao hospital de Cacuaco, os médicos observaram-na e notaram gravidade na doença dela e pela segunda vez passaram transferência para o Beiral, onde fomos recebidos e ficamos internados por mais de 45 dias.

 

Aos um anos de idade a pequena Adelaide Cassova chegou a pesar menos de dez quilos, tudo porque a doença tinha enfraquecido muito ela, mas o Beiral fez um trabalho aturado, pois a medida em que o tempo foi passando também foi se recuperando e, a vista dela tinha desinflamado, simplesmente ficou virosca, mas devido a falta de apoio para leva-la a um hospital melhor para que fosse tratada a vista dela voltou a inflamar novamente.

 

Tivemos que sair do Beiral para casa, mas sempre na persistência de ver ela melhor como qualquer outra criança normal. Fomos orientados a visitar o Centro Nacional de Oncologia, mas não tivemos sucesso, porque disseram-nos que aquela instituição não tratava daquela doença; mais uma tentativa frustrada e tivemos que voltar para casa.

 

Preocupados com o estado da saúde da pequena, fomos ao hospital Maria Pia, nos dirigimos ao Banco de Urgência, como é obvio também nos rejeitaram. Ao sair do hospital Maria Pia fomos até a Televisão Pública de Angola (TPA), para explicar o problema que se passava connosco e pedindo ajuda. Tudo isto se deu no ano de 2014.

 

Mas na altura tudo se agravou, porque não tinha telefone e as pessoas não tinham nenhum endereço meu para me contactarem e poderem me ajudar, mas agradeço a direcção da TPA, porque ajudou-me com algum dinheiro e juntei ao pouco que eu tinha, pois foi suficiente para fazer uma viagem para o Hospital Geral de Benguela onde diziam que existia um aparelho que poderia observar o corpo dela todo para saber se realmente também está afectado.

 

Para nossa desgraça, postos em Benguela, fomos até ao hospital e nos dirigimos ao Banco de Urgência, mal explicamos a situação que atravessa a criança, disseram-nos que o aparelho que faz estes exames estava avariado. Tivemos que voltar de Benguela, mas não cruzamos os braços, fomos novamente ao Centro Nacional de Oncologia, felizmente encontramos uma equipe de profissionais que teve a amabilidade de nos receber e fez-se uma série de exames até que os médicos marcaram uma data para ser operada.

 

Chegou a data da cirurgia e a pequena foi ao bloco operatório, depois de tudo os médicos disseram-nos que a cirurgia correu bem, então a partir daquele momento ficamos com a esperança de que o problema dela ficaria ultrapassado, felizmente conseguiu reagir bem a operação, isto é, tinha bons indicares de saúde até porque já conseguia brincar com crianças da sua faixa etária, algo que não víamos desde que ela nasceu.

 

Deram-nos alta e fomos para casa, a medida em que o tempo foi passando, para nosso espanto, vimos o olho da Adelaide a inflamar novamente e não perdemos tempo, regressamos ao Centro Nacional de Oncologia, mas dessa vez disseram-nos que não podiam fazer mais nada, porque a missão deles passa necessariamente em operar, quanto ao tratamento tinhamos que ir ao hospital Maria Pia, na verdade ouve momentos em que ficamos sem norte, nesta altura só a graça de DEUS é que nos guia.

 

Passando um tempo voltamos outra vez ao hospital Maria Pia e pedimos para nos ajudassem no que pudessem, felizmente atenderam nosso pedido e fizeram inúmeros exames possíveis, mas no fim de tudo a doutora que estava a cuidar da criança aconselhou-nos a levar ela para casa, porque eles não podiam fazer mais nada. 

 

Desesperados pegamos na criança e voltamos para casa. Nesta altura fizemos medicação em casa, sem ajuda dos médicos, simplesmente, pessoas de boa vontade têm nos orientados com determinados medicamentos que usamos nos curativos para aliviar as dores que atormentam a criança todos os dias.

 

Todos os postos médicos do bairro onde vamos já não conseguem nos receber, alegam não serem responsabilizados. Não temos dia nem noite, o estado normal dela é chorar, porque sente muitas dores, não conseguimos dormir, além do mais a menina tem dificuldades de se alimentar, por causa desse tumor maligno, sobretudo de noite é preciso coloca-la no peito para que ela consiga adormecer.

 

Estamos muito aflitos por ver assim a nossa filha, rejeitada pelos hospitais e nós em casa esperando o dia da morte dela, é muito difícil para um pai. Faço apelo a pessoas que sentirem-se tocados com este facto a me ajudarem, para devolver a saúde desta criança, para nós isto seria muito gratificante.

 

Para quem quiser ajudar a família da menina Adelaide Kassova pode ligar para o senhor Figueiredo António (seu pai) através do número: (+244) 924 030 130 – ou pode fazer o depósito a partir da sua conta bancária: Banco de Poupança e Crédito (BPC), n.º da conta: 00 18M 01 87 40 11.



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