Lisboa – As autoridades angolanas ainda não reagiram as informações contidas num relatório dando conta que o comandante municipal da Caála, superintendente-chefe, Evaristo Katumbela Ukomo terá falecido após ter sido atingido por uma bala perdida de um colega da Polícia de Intervenção Rápida (PIR) e não conforme a versão apresentada publicamente por dois altos funcionários do Ministério do Interior. Os dois conhecidos responsáveis são citados como estando em problemas por terem enganado o Presidente da República, José Eduardo dos Santos, sobre o sucedido, em torno da Igreja Katupeleka.

Fonte: Club-k.net

Pai do malogrado perdeu a vida quando  soube da verdade 

De acordo com o relatório, a morte de Evaristo Ukomo aconteceu quando uma brigada motorizada das FAA, - em reforço a um contigente da PIR - avançou para o Leste e sudoeste, do santuário da Igreja Kalupeteka, perseguindo os fugitivos que carregavam mortos e feridos (mulheres e crianças).

 

No dia seguinte, verificou-se que os responsáveis da polícia ao local tinha sido mortos a catanadas mas o comandante da PN, Evaristo Katumbela Ukomo tinha sido atingido por uma bala perdida provavelmente disparada pelos seus colegas da Policia de Intervenção Rápida (PIR) que lhe atravessou o olho furando a nuca.

 

A conclusão com que se baseia o relatório é sustentada pelo facto de os crentes encontrados vivos não tinham armas de fogo em nenhum momento mas sim catanas, machados e picaretas.

 

A versão inicialmente avançada por dois altos responsáveis do Ministério do Interior   insinuando que os crentes tinham armas de fogo ou arsenal de guerra, foi destinada a culpa-los pela morte do comandante da policia nacional e evitar com que a família do mesmo ficasse a saber que o malogrado foi mortalmente atingido por balas dos seus colegas.

 

Logo após ter conhecimento que Evaristo Katumbela Ukomo perdeu a vida, o seu pai, não resistiu o embate acabando também por falecer na cidade do Huambo.

Retaliação 

No momento em que foram reconhecer os corpos dos colegas, um outro oficial da PIR identificado por “Chefe Pinto”, terá se sentido revoltado tendo retaliado alguns crentes feridos pela mesma moeda.

 

O “Chefe Pinto” segundo o relatório encontrou um grupo de jovens com pertas partidas, outros feridos que não conseguiam andar. Ao ve-los, terá usado as seguinte expressão “como mataram os nossos chefes com catanas é com catanas que vamos vos matar também”. Ao começou a lhes cortejar até que os jovens fieis perderam a vida.

 

Ao lado de uma moradia de José Kalupeteko, que era a casa mais sumptuosa, havia um posto medico da Igreja. Os operacionais da Policia encontraram no seu interior outros feridos vivos e escondidos que foram massacrados ai mesmo.



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