Lisboa - A Sonangol é o maior accionista do Banco Económico, a nova instituição financeira angolana que substitui o BES Angola (BESA), ao deter 39,4% do capital. A posição da petrolífera estatal é assegurada através de três entidades, a Sonangol EP (16%), Sonangol Vida (16%) e Sonangol Holding (7,4%).

Fonte: Publico

Até ao momento, não se conhecia com exactidão as participações dos accionistas deste novo banco, estimando-se que a Sonangol ficasse com 35%, em pé de igualdade com um novo investidor, a Lektron Capital. No entanto, a Lektron, tida como sendo de investidores chineses (uma informação não confirmada pelo PÚBLICO), ficou com 30,98%, posicionando-se como segundo maior accionista.

 

Para conseguir assumir o controlo do Banco Económico, a Sonangol teve de receber uma injecção de capital do Estado angolano, que ajudou ainda a petrolífera a manter-se como maior accionista do BCP. Conforme noticiou o PÚBLICO, a Sonangol recebeu 1062 milhões de dólares (965 milhões de euros) do Estado angolano como “prestação suplementar” para reforçar a presença no sector bancário. Deste valor, cerca de metade foi para o Banco Económico, e o resto serviu para acompanhar os aumentos de capital do BCP.

 

O capital restante do Económico está nas mãos da Geni (do general angolano “Dino”, e que já era accionista do BESA), que fica com 19,9% (e que é também accionista da Unitel, ao lado de Isabel dos Santos), cabendo ao Novo Banco uma fatia de 9,72%. Assim, aquele que é era o accionista maioritário, ainda antes da intervenção do Banco de Portugal no BES, passa agora a ser o accionista mais pequeno. De fora do Económico parece a Portmill (de Manuel Vicente, ex-CEO da Sonangol e vice-presidente de Angola, e do general “Kopelipa”), que detinha 24% do BESA.

 

Neste momento, a rede de balcões que pertenciam ao BESA, e que foi alvo de intervenção por parte das autoridades angolanas após o colapso do BES/GES (e no qual teve um activo, com somas avultadas de empréstimos por apurar), está a ser remodelada, no âmbito da nova identidade corporativa.

 

O presidente executivo do Banco Económico é Sanjay Bhasin, um gestor que tinha sido convidado em 2013 pela Sonangol para criar uma outra instituição financeira, o Banco de Poupança e Promoção Habitacional (que acabou por não avançar). Especialista em recuperação de créditos, trabalhou em empresas como a WestLB e Morgan Stanley. A presidência do conselho de administração fica a cargo de António Kassoma, membro do bureau político do MPLA que ocupou cargos como o de primeiro-ministro de Angola e o de presidente da Assembleia Nacional.



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