Luanda - O nono dia do julgamento dos 17 activistas acusados de actos preparatórios de rebelião e atentado ao presidente começou às 10h30 devido a um atraso dos advogados de Defesa. Durante a última fase do depoimento de Nuno Dala (na foto), questionado por Walter Tondela, o activista garantiu que em momento algum da sua detenção foi evidenciado um mandado de captura e que a família não foi informada do local para onde tinha sido levado.

Fonte: RA

O arguido afirmou ainda que não defendia o alegado golpe de Estado e que o grupo de activistas não tinha qualquer intenção de preparar tais actos, ao contrário do que é acusado. “O país não precisa disso, porque quando isso ocorre o país retrocede”, afirmou Dala.

 

Dala continuou o seu depoimento dizendo que um golpe de Estado só provoca o caos e instabilidade. O advogado também questionou se, na altura da detenção, Dala se encontrava armado e este respondeu que não, que tinha apenas uma mochila com pertences pessoais.

 

Na sessão estiveram presentes, além de Dala, os arguidos Nito Alves e Afonso Matias “Mbanza Hamza”. Esta tarde a sessão continua com o depoimento de Mbanza Hamza.

 

De acordo com o que o Rede Angola pôde apurar, o activista Domingos da Cruz encontra-se doente e a realizar consultas médicas, devido a problemas cardíacos.

 

Esta manhã de julgamento ficou ainda marcada pela proibição de entrada de um jornalista da Voz da América na sala do Tribunal de Luanda atribuída à Comunicação Social para assistir às sessões em directo. O mesmo alega que a razão da proibição está relacionada com um artigo que escreveu sobre o facto de a sala ter sido ocupada maioritariamente por elementos dos serviços secretos, de acordo com fonte do mesmo órgão.



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