Luanda - Os estudantes do ensino superior em Angola estão a denunciar aumentos de 100 por cento em taxas cobradas por universidades públicas e privadas e a subida das propinas, estando já convocado um protesto para sábado, em Luanda.

Fonte: D Noticias

Segundo informação enviada à Lusa pelo autodesignado Movimento de Estudantes Angolanos (MEA), que convocou uma marcha de protesto para as 14:00 (menos uma hora em Lisboa) de sábado, em causa estão os "preços exorbitantes" que dizem estar a ser praticados pelas universidades, públicas e privadas, na inscrição e taxas de ingresso.

 

Neste caso, segundo explicou Miguel Quimbenze, porta-voz do MEA, os aumentos, face ao ano escolar de 2015, chegam aos 100%, com taxas entre os 4.000 e os 12.480 kwanzas (23 a 76 euros).

 

Em Angola decorre nesta fase o processo de candidaturas ao ensino superior, cujo ano letivo deverá arrancar em março, com os estudantes a denunciarem igualmente aumentos generalizados nas propinas, face a 2015, passando para entre 30.000 e 38.000 kwanzas (177 a 224 euros) por mês, dependendo das universidades.

 

O salário mínimo nacional em Angola está fixado desde 2014 entre os 15.003,00 e os 22.504,50 kwanzas (88 a 132 euros), enquanto os preços não param de subir há mais de um ano, devido à crise financeira, económica e cambial que o país atravessa, face à quebra na cotação do petróleo.

 

O protesto convocado para sábado, previsto para terminar no largo 1.º de Maio, no centro da cidade de Luanda, visa ainda reclamar a implementação de um passe social do estudante, devido aos aumentos, este mês, do preço dos combustíveis e dos transportes públicos, que, dizem, vão "pesar nas despesas diárias com o transporte dos estudantes".

 

Além de 45 estabelecimentos privados de ensino superior legalizados (um destes sem funcionar), Angola conta com 28 públicos, que cobrem, nas sete regiões académicas, todo o país.

 

Mais de 269.000 estudantes frequentavam as instituições de ensino superior em Angola, no arranque do ano letivo de 2015, marcado pelo alargamento dos cursos de medicina às províncias do Uíge e do Cuando Cubango.



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