“São afirmações que além de serem totalmente irresponsáveis, são profundamente desconhecedoras da realidade angolana”, disse Mira Amaral, questionado sobre o assunto pelos jornalistas no dia em que o Banco BIC Português abriu em Lisboa, com o objectivo de se tornar no “pivot” de operações de financiamento mais complexas para o mercado angolano.

O presidente executivo do banco sublinhou ainda que as afirmações “não mostram a mínima sensibilidade para o esforço enorme que um país que viveu em guerra tantos anos está a fazer para se reconstruir”.

“Há dois tipos de pessoas: os gestores que sabem do que falam e os artistas de rock e pop que serão competentes na sua área, mas se calhar noutras áreas não têm competência nem o conhecimento para falar” acrescentou.

“Qualquer pessoa que seja gestor executivo sabe o que custa fazer as coisas na prática e o tempo que levam a fazer. Quem canta músicas e depois tenta falar sobre coisas sérias, se calhar esta não é sua área específica de competência”, disse.
Mira Amaral afirmou que Angola vive um processo de reconstrução, numa transição da guerra para a paz, de uma economia planificada e destruída e para uma economia de mercado e que está a ser recuperada.

“São três transições que Angola está a fazer ao mesmo tempo. Portugal não as fez ao mesmo tempo e sabemos as dificuldades que tivemos e se calhar ainda temos”, frisou.

Bob Geldof afirmou ma terça-feira que “Angola é gerida por criminosos” numa conferência sobre Desenvolvimento Sustentável, organizada pelo Banco Espírito Santo e semanário Expresso, dedicando uma intervenção de cerca de vinte minutos ao tema “Fazer a diferença”.

“As casas mais ricas do mundo do mundo estão [a ser construídas] na baía de Luanda, são mais caras do que em Chelsea e Park Lane”, apontou, estabelecendo como comparação os dois bairros mais caros de Londres, capital do Reino Unido.

Fonte: Lusa



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