Luanda - O secretário do Bureau Político para a Informação do MPLA, Mário António, considerou ontem, em Luanda, o malogrado nacionalista Lúcio Lara, falecido no Sábado, aos 87 anos, vítima de prolongada doença, como uma figura incontornável da luta pela emancipação e pela independência nacional.

Fonte: Opais

O político garantiu ainda que Lara deu o seu ‘contributo inestimável para a nossa história recente e dando um exemplo de humildade e de entrega total à causa patriótica do povo angolano’. Em declarações exclusivas a OPAÍS, Mário António realçou que ao seu partido e aos angolanos “resta-nos honrar a sua memória e transmitir às novas gerações o seu exemplo”.

 

“Nós estamos seguros que o MPLA realizará plenamente a sua tarefa”, acrescentou. Até ao momento ainda não se conhece a data em que o antigo secretário-geral do MPLA será sepultado. Uma fonte familiar explicou que, tendo em conta a dimensão política do malogrado, ‘as exéquias não dependem exclusivamente dos seus familiares’. Algumas informações apontam que os restos mortais de Lúcio Lara poderão ser sepultados apenas depois da conclusão do 6º Congresso da Organização da Mulher Angolana (OMA), que começa a 2 e termina a 5 de Março. O MPLA espera prestar uma grande homenagem ao seu antigo homem-forte nesta altura, razão pela qual não pretende que as energias estejam dispersas.

 

Questionado sobre o assunto, Mário António recorreu ao comunicado do Bureau Político do MPLA: “oportunamente serão divulgadas datas e actividades que decorrerão no âmbito das exéquias fúnebres do camarada Lúcio Lara. Neste momento, não posso adiantar nada”.

“Reserva moral do MPLA”

O general na reserva Mbeto Traça considerou que “o país perdeu um grande homem” ao referirse à morte do nacionalista Lúcio Lara. Contactado por OPAÍS a tecer alguns comentários sobre o infausto acontecimento, o antigo combatente disse que Lúcio Lara foi um dos principais artífices da luta de libertação nacional e que a sua morte constitui um grande vazio. “

 

O camarada Lúcio Lara foi um dos principais artífices desta nossa luta de libertação, desde a fundação do MPLA até ao longo de toda a sua vida”, disse, indicando que “ foi um camarada que exerceu múltiplas funções no MPLA com grande competência, com grande dedicação e era de facto a reserva moral do MPLA”. Influente membro do MPLA, Lúcio Rodrigo Leite Barreto de Lara desempenhou inúmeras funções, de entre as quais de secretário da Organização e dos Quadros e mais tarde as de secretário-geral.

Artífice da luta pela independência

Em nota divulgada pelo Bureau Político do Comité Central MPLA, o partido dos “camaradas” considera Lúcio Lara, “um artífice da luta pela independência de Angola”. O BP do MPLA refere a “profunda comoção” causada pela morte deste nacionalista e realça a “inestimável participação” de Lúcio Lara em prol da autodeterminação dos angolanos.

 

“Nascido aos 9 de Abril de 1929, o camarada Lúcio Lara foi um artífice da luta pela Independência de Angola, ao lado do primeiro Presidente de Angola, Dr. António Agostinho Neto, e outros eminentes nacionalistas, tendo inscrito o seu nome com letras de ouro na nossa história recente, pela sua inestimável participação na árdua caminhada em prol da Liberdade, da Autodeterminação e da Independência Nacional”- lê-se no comunicado.

 

Pelo infausto acontecimento, o Bureau Político do Comité Central do MPLA “inclina-se perante a memória deste ilustre combatente da pátria angolana” e endereça condolências à família enlutada, em nome dos seus militantes, simpatizantes e amigos. O comunicado refere também que o Programa das Exéquias Fúnebres será divulgado oportunamente.

 



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