ImageLuanda -  O professor universitário José Venâncio afirmou hoje, em Luanda, que a escrita autobiográfica por parte de individualidades como intelectuais e políticos, com muita experiência de vida, é importante para servir de orientação para as novas gerações.

O professor universitário angolano e que trabalha nos centros de estudos sociais e africanos, das universidades da Beira Interior e do Porto, em Portugal, fez esta afirmação quando proferia o tema "Escrever a História na Primeira Pessoa” no Instituto Superior de
Ciências de Educação(ISCED).

Para José Venâncio, quem escreve uma autobiografia é alguém que se sente maduro em apresentar na sociedade o conjunto das suas vivências e intervenções, as quais podem ser assumidas pelos outros, especialmente a juventude.

“ É fundamental que estas autobiografias se escrevam, pois a partida nós acreditamos que o que está escrito obedece há um rigor mínimo. Evidentemente em todas as circunstâncias há geralmente aspectos íntimos que dificilmente o autor os divulga”, apontou.

Segundo o professor universitário, a autobiografia, quer de Angola, Brasil, Portugal, China e quer da Alemanha comporta sempre uma objectividade que pode ser aferida através da análise dos textos, podendo até chegar-se ao íntimo do autor, mesmo não estando
escrito.

A autobiografia é, disse, igualmente uma das fontes dos historiadores, os quais devem pegar nestes textos, confrontá-los com outras fontes de modo a fazer uma leitura crítica das informações dadas.

O professor universitário José Venâncio é membro da Sociedade Angolana de Sociologia e da Revista Angolana de Sociologia.

Fonte: Angop



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