Image Lisboa - O semanário Sol começa a ser distribuído em Angola no sábado, uma semana depois do final do processo de compra da maioria do capital do jornal pelo grupo de media luso-angolano Newshold, disse à Lusa o director.

Aumentar a fonte do texto do Artigo Diminuir a fonte do texto do Artigo Ouvir o texto do Artigo em formato �udio "A assinatura da venda das acções do BCP e da Imosider à Newshold ficou fechada na sexta-feira", disse à Lusa José António Saraiva.

De acordo com o director do Sol, 84 por cento do capital do jornal passa a ser detido pelo grupo Newshold, oito por cento pelo empresário Joaquim Coimbra e o restante pela Comunicação Essencial - empresa criada pelos jornalistas fundadores (José António Saraiva, José António Lima e Mário Ramires).

"Foi o último passo do negócio num processo absolutamente kafkiano", referiu José António Saraiva.

O Sol foi fundado por quatro accionistas: a empresa Comunicação Essencial, a JVC - do empresário de Tondela Joaquim Coimbra -, o BCP e a Imosider.

O Sol "é o primeiro jornal português generalista a estar disponível no mesmo dia em Angola e em Portugal. Para estarmos em condições tivemos de antecipar o fecho do jornal", explicou o director do título.

Nas primeiras semanas, o jornal será enviado de Portugal, mas a ideia é "imprimir lá o mais rapidamente possível, de modo a ter um circuito igual aos jornais angolanos", adiantou José António Saraiva, acrescentando que até ao final do ano, espera ter uma parte do jornal editada em Angola, "com um pequeno núcleo do jornal lá".

A "elite angolana" e os portugueses residentes no país são o público-alvo do jornal.

Além de Angola, o Sol quer chegar também aos outros Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), mas não só.

"A ideia, a nossa e a dos sócios, é não nos limitarmos aos PALOP e alargarmos a outros países de língua portuguesa, designadamente o Brasil, onde há uma grande comunidade portuguesa", afirmou.

O director do Sol revelou ainda à Lusa que em Abril o jornal vai lançar uma "grande" campanha publicitária, "com um orçamento superior a um milhão de euros", e vai regressar à oferta de DVD.

Em Setembro do ano passado, o Sol "foi levado a render-se aos brindes" e ofereceu durante várias semanas DVD com filmes para crianças.

Entre Junho e Agosto de 2007 o Sol ofereceu livros, mas na altura José António Saraiva recusava-se a admitir que eram "brindes", considerando que eram "uma forma de melhorar as vendas, que são sempre mais fracas no Verão".

Também para Abril está a ser estudado um "re-styling gráfico do jornal".

Lançado em Setembro de 2006, o semanário sol vendeu uma média de 46.759 exemplares durante o ano passado, número que representou uma queda de 4,2 por cento face a 2007.

*JRS/PMC
Fonte: Lusa



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