Por motivos de convicção

Toulouse -  A “Rádio Mais” e a “TV Zimbo”, dois orgãos de comunicação apresentados como próximos ao regime, viram recusadas as suas propostas para trabalho/emprego feitas  a uma jornalista da Rádio Eclesia, Margareth Nanga Covie que por efeito da recusa denota razões de convicção. São conhecidas, posições suas segundo a qual “a Rádio Ecclesia é a estação da voz e voz dos que não têm espaço em nenhum outro meio de comunicação falado.”

Nos contactos exploratórios, os dois órgãos sedutores ofereceram um pacote de proposta “aliciadora” traduzidas em boa remuneração e  valorização da jornalista. Face ao inconformismo da recusa, a  TV Zimbo,  aumentou a oferta propondo também que a jovem jornalista va para informação apresentado programas noticiosos que dão alguma visibilidade apta para uma rapida  ascensão social.

A preferência por esta jornalista é encarada pelo facto de se ter revelado  especialista em assuntos sócias no epicentro religioso, requisito que é pouco comum entre os profissionais da comunicação em Angola. A Igreja confinou-lhe, recentemente, a missão de ir ao Vaticano acompanhar a viagem que o Sumo Pontífice efectuou a Luanda. Chegou a gravar uma entrevista com o Papa a bordo no avião. O trabalho da jornalista cativou a direcção da TV Zimbo, segundo apreciações pertinentes. Em meios habilitados, interpretam que o aliciamento da “ Radio Mais ” também serve para reter a voz, de Margareth Nanga do programa “ Visão Jornalística ”, co-produzido por de Siona Casimiro e P. Maurício Camuto.

Foi também aliciado e com as mesmas propostas feitas a Margareth Nanga, o jornalista Manuel Vieira, Chefe de redacção da Rádio Eclesia. Recusou a proposta. Lhe são Também atribuídos motivos  de convicção. Tem o senso de que se deixar a Radio estaria a criar precedentes que amputariam o rumo democrático que o pais precisa. As ideias de ambos profissionais convergem e são também denotadas manifestação de apresso pela Emissora Católica.

A saber:

 Margareth Nanga: Foi determinante a uns anos atrás no combate  contra as conotações que se fazia sobre a estação segundo a qual a RE, era uma estação da UNITA ou da oposição. Nanga considera que a Rádio Ecclesia da oportunidade a todos para se expressarem, de acordo com a circunstância e importância sem deixar de ser apartidária.

Manuel Vieira: Bate-se pela extensão da emissora católica e partilha as mesmas lamentações do DG, o padre Maurício Kamutu, em torno dos prejuízos da emissora, superior a três milhões de dólares (2,3 milhões de euros ao câmbio actual) em material nas províncias que se está a degradar por falta de uso.

“ Outsideres ” defendem que face ao precedente histórico de ruptura de vários jornalistas com a Ecclesia, a direcção deve imprimir estratégias ou dar passos de modos a preencher a motivação dos quadros, consubstanciada no aumento do ordenado; e outras politicas facilitadoras para que não os coloquem em desigualidade extrema com os profissionais dos “ órgãos aliciadores ”.

Imprensa privada afectada pela pressão

 

Analises mais precisas referem que esta onda de aliciamentos obedecem a uma politica do regime em neutralizar a imprensa independente. O regime segundo se diz, em Luanda, quer uma media privada dependente de si para dizer a comunidade internacional que aceita liberdade de expressão em Angola através dos supostos órgãos privados que ele próprio controla. Quer também ir para eleições presidências com órgãos de comunicação que não critiquem o processo. (Nas eleições de 2008, alguns jornais permitiram que fossem apresentadas provas da fraude que determinou os 82 % que o MPLA atribuiu-se.)

Esta a ser sentido, um combate surdo contra a media privada evidenciados pelos seguintes factos:

- Empresas de pessoas próximas ao regime recusam fazer publicidades em jornais privados não ligados ao poder politico. Recentemente, uma responsável de uma empresa respondeu a um profissional de Marketing do Semanário A Capital que não estavam autorizados a fazer publicidades na publicação para qual este trabalha.
- Aliciamentos tendo como alvo, os principais rostos dos órgãos de comunicação livre. Igualmente abandono dos profissionais com vista a evitar futuras “perseguições” ou retaliações na sua vida e de duas famílias

Efeitos provocados pela pressão do regime
 - Desanimo por parte dos responsáveis das publicações. O DG do Semanário A Capital, Tandala Francisco emite sinais de uma pretensão retirada da vida jornalista para se entregar a vida académica. Admitiu em uma entrevista ao O PAIS.
- A Radio Lac passou a emitir sinais de afinidades ao regime. Recusam comentários contra o MPLA e matérias sociais com repercussões  politicas.

Fonte: Club-k.net



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