Fizeram circular um  memorando datado de 25 de Fevereiro de 2009 que foi endereçado ao Comité Provincial do Mpla com copia ao Governador de Benguela Armando da Cruz Neto, manifestando as suas preocupações. Os arrependidos tiverem  um encontro com o partido no dia 18 de Fevereiro do ano em curso  atraves da sua auto denominada rede das associações profissionais de jornalistas, nomeadamente; Clube de Imprensa de Benguela (CIB), Sindicato de Jornalistas Angolanos (SJA), Associação de Jornalistas Económicos AJECO, Comité de especialidade de Jornalistas do MPLA (CEJ), Associação da Mulher Jornalista (AMUJA).

Na base de guerras e intrigas palacianas, mostram um  único objectivo: Pedido de exoneração do Director da Comunicação Social, Alexandre Lucas, Director da Rádio Benguela, Carlos Gregório, Rádio Lobito, Ribeiro Tadeu e TPA/Benguela, é o exemplo claro de uma realidade que envergonha a classe jornalística nacional.

 “Aqui queremos recordar a direcção do partido o importante papel que os jornalistas desempenharam nas eleições legislativas que culminou com a vitória do Mpla…contrariamente ao que aconteceu em algumas províncias, em Benguela a classe não viu recompensados os seus esforços”… “ A luz das alterações no quadro da nomenclatura do governo, pensamos que alguns membros da classe estão disponíveis para exercer cargos a nível do governo provincial e das administrações locais” pode-se ler no referido memorando, como uma ameaça ao partido no poder caso os intentos da “rede” não sejam alcançados.

Na guerra palaciana, segundo o memorando a “rede de Jornalistas do Mpla” é contestatária da equipa liderada por Manuel Rabelais no ministério da Comunicação social e têm já uma equipa formada pela jornalista Eduarda Feliciano para o cargo de directora da rádio lobito, João Carlos de Carvalho para a Rádio Benguela, José Freitas para a TPA/Benguela e Jaime Azulay para Director da Comunicação social.

Excerto manifestado no memorando

Memorando sobre o relançamento do processo de comunicação social na província, da rede das associações sócio-profissionais de jornalistas, dirigido à direcção do comité provincial do MPLA/Benguela e com cópia ao governador provincial de Benguela (datado de 25 de Fevereiro de 2009).

Este documento faz referência a um encontro tido a 18 de Fevereiro de 2009 entre essas associações e a direcção do comité provincial do MPLA e dizem ter sido solicitado por esse partido o referido memorando). Dá para realçar já:

Ponto 2 (OBJECTIVOS PRETENDIDOS), no terceiro objectivo pedem Aumento da interactividade entre o partido, as associações enquanto parceiras intervenientes no processo de comunicação social e o sector do governo afecto à comunicação social.


Ponto 5 (O PAPEL DAS ASSOCIAÇÕES), no primeiro parágrafo lembram que as associações socioprofissionais ligadas à comunicação social são actores para acções e desenvolvimento social com a missão de impulsionar, dinamizar e estimular o ritmo de mudanças sociais da realidade provincial através da mobilização dos profissionais da classe, visando criar um ambiente de diálogo permanente entre a classe, a sociedade, o Partido, os sectores governamentais.

Ponto 7 (RECURSOS HUMANOS): Como sugestões propomos aos órgãos do Partido a elaboração de um quadro de referência que permita uma melhor gestão dos recursos humanos no nosso contexto com base nas reflexões sobre os conteúdos que nos foram apresentados e nas informações partilhadas entre os membros das referidas associações.

Ponto 8 (COMPENSAÇÃO DOS JORNALISTAS), nos parágrafos 3, 4 e 5 (transcrevo na íntegra)Aqui queremos recordar a direcção do partido o importante papel que os jornalistas desempenharam nas eleições legislativas que culminou com a vitória do MPLA.

Contrariamente ao que aconteceu em algumas províncias, em Benguela a classe não viu recompensados os seus esforços.Para sermos mais claros, nem que não fossem todos, mas gostaríamos que alguns membros da classe fossem agraciados com viaturas e alguns valores que podessem ajudar em projectos pessoais.
 

Fonte: Club-k.net



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