Luanda - Nascido e feito homem em Portugal,  chegou à Luanda nos anos 90 como delegado da agência  Lusa. Aqui chegado “descobriu” o seu pai biológico, e acabou por se tornar angolano, não regressando mais  a  Portugal no fim da missão como representante da agência de noticia portuguesa. Seu pai de nome “Marques”, era a época um responsável do sector de publicidade do Jornal de Angola.

Fonte: Club-k.net

 Victor Manuel Branco Silva Carvalho, de sua graça,  deixou ao meio o curso de direito, em Portugal  dedicando-se a “full-time” a profissão de jornalista. Porém, na condição de correspondente da agência  Lusa, em Luanda, cobriu as negociações de paz entre o governo de Angola e a UNITA, em Abidjan, capital da Costa do Marfim, onde também conheceu uma autóctone local com quem veio a contrariar matrimónio. Ambos viveram na Maianga, e mais tarde na vila Clotilde.

 

Nos  tempos de  representante da Lusa, Victor Carvalho viveu durante muito tempo no Hotel Mundial, na rua Júlio Conselheiro de Vilhena, em Luanda, precisamente na mesma rua onde está situado o Folha 8, jornal para o qual iria trabalhar no futuro.

 

Do Folha-8 para Presidência da República

 

Ao desvincular-se da agência Lusa, que o trouxera a Angola, Victor Carvalho passou a trabalhar para o Folha-8, assumindo a chefia da redação, em substituição de Graça Campos.  Diz-se que a sua entrada no Folha-8, foi assinalada com a perda de certa qualidade do jornal, por efeito da saída de um grupo de redatores que iriam se juntar a  Graça Campos que estava num outro projecto “O Angolense”.

 

Contudo, no seguimento de desentendimentos com William Tonet, abandonou o Folha-8 e muda-se para outras publicações até ser chamado a colaborar no gabinete do então porta-voz da PR, Aldemiro Vaz da Conceição.

 

A sua mudança para a Presidência, foi visto como algo inédito no relacionamento entre o regime e os profissionais da  media privada. Até aos dias de hoje, há quem sustente  que ele terá sido recrutado enquanto chefe de redação do Folha-8, por Aldemiro Vaz da Conceição a quem  levava pequenos relatórios de todas as matérias que seriam publicadas , bem como o nome dos jornalistas.

 

Na prática, passou a ser um consultor do Gabinete de Estudos e Análises da Casa de Segurança do PR e, em particular, de Aldemiro Vaz da Conceição. No palácio  presidencial, era a figura que tinha a missão de distribuir comunicados de imprensa da Presidência da Republica aos órgãos de comunicação social.

 

Dai seria nomeado adido de imprensa nos Marrocos e mais tarde na capital Zimbabuena, até  ser chamado para se tornar administrador executivo das Edições Novembro e novo Director Adjunto do Jornal de Angola em substituição de Filomeno Jorge Manaças.

 

Enquanto esteve no estrangeiro como adido de imprensa Victor Carvalho colaborava para o Jornal de Angola assinado regularmente artigos sobre actualidade africana com o pseudónimo de “Roger Godwin”.

 

Particularidades 

 

No plano pessoal é  descrito  como uma pessoa educada, cortes e muito dedicada ao trabalho. Fala francês fluentemente. É apreciador de cigarro. A excepção do Gin, sua bebida prêferida, Victor Carvalho não faz uso de outro tipo de  bebidas alcoólicas.



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