Lisboa - Foram dadas como incompletas ou inexatas as “declarações de bens” do Secrétario Geral do MPLA, Paulo Julião “Dino Matross”, em entrevista a TPA, nesta segunda-feira (20),  segundo as quais para sobreviver teve de arrendar a sua casa, numa altura em que tinha os filhos a estudarem no estrangeiro, por que o salário que eles dirigentes ganham  não chega. O responsável partidário  admitiu  porém que tem uns “pequenos negocitos”.

Fonte: Club-k.net

Pesquisas contradizem afirmações do também deputado 

De acordo com um levantamento (dos seus pequenos negocitos), para além da casa alugada, o SG do MPLA  é igualmente acionista do Banco Comercial de Angola (BCA) com uma participação de 7, 00%.

 

Por outro lado, uma investigação do Maka Angola, há poucos anos, dava conta que o mesmo é igualmente acionista da  Pontual que  é uma empresa serigrafia, alienada pelo Estado. A sua estrutura accionista comporta a GEFI (70%), o secretário-geral do MPLA, Julião Mateus Paulo “Dino Matross” (5%), o presidente do Conselho de Administração da GEFI e membro do Bureau Político, Mário António de Sequeira e Carvalho (5%) e os restantes 20% distribuídos entre antigos gestores da empresa e militantes do partido.

 

Ainda de acordo com pesquisas da mesma fonte, o numero três  do MPLA está igualmente inserido num negócio milionário com o Estado ligado a empresas de cervejas. Isso é Julião Mateus Paulo “Dino Matross” e João Lourenço subscreveram na qualidade de sócios, a 1 de Julho de 2009, um contrato de investimento com o Estado angolano, num valor de inicial de 103.2 milhões de dólares, para a constituição da Companhia de Cervejas de Angola S.A, cuja fábrica foi construída na província do Bengo. O Conselho de Ministros aprovou o contrato de investimentos horas antes da sua assinatura formal.


Enquanto o secretário-geral do MPLA e deputado à Assembleia Nacional, Dino Matross, o fez como investidor individual, o então vice-presidente da Assembleia Nacional e actual Ministro da Defesa, João Lourenço, assinou o contrato como patrão da empresa privada JALC – Consultores e Prestação de Serviços.

 

Para a fonte que vimos citando, Tanto o secretário-geral do MPLA, Julião Mateus Paulo “Dino Matross” como o então vice- presidente da Assembleia Nacional, João Lourenço, celebraram um contrato com o Estado em violação à lei que rege a sua conduta como deputados.

 

Há alguns anos, o Semanário Angolense, na altura dirigido pelo jornalista Graça Campos apontou o SG do MPLA, Dino Matross como integrante de uma lista de dirigentes cujas fortunas estariam acima dos 50 milhões de dólares mas também inferiores a 100 milhões de dólares. O então DG da publicação teria contudo admitido que a lista não é exaustiva e não se apoiava numa aturada investigação. o visado, Dino Matross nunca foi visto a contestar publicamente o conteúdo da noticia do extinto Semanário Angolense.

 

Nascido à 30 de Dezembro de 1942, o general Dino Matross é uma das figuras de referencia da luta de libertação nacional em Angola. Licenciou-se em Direito pela Universidade Agostinho Neto em 1984, tornando-se num dos primeiros 31 quadros angolanos formados no período pós independência.

 

A sua actividade política levou-o a ser eleito deputado à Assembleia do Povo, em 1980, num ano onde desempenhou ainda as funções de secretário do Comité Central do MPLA para o departamento político partidários nos organismos de Defesa, Segurança e Antigos Combatentes.

 

Em 1981, Julião Mateus Paulo “Dino Matross” foi nomeado ministro da Segurança de Estado.


No seu currículo há ainda a destacar o facto de ter sido eleito para o cargo de 1º Vice-Presidente da Assembleia Nacional de 1998 a Janeiro de 2004. Meses antes, em Dezembro de 2003, no V Congresso do MPLA foi reeleito membro do Comité Central e do Bureau Político, e eleito Secretário-Geral deste partido, cargo que actualmente ocupa.



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