Lisboa - O social-democrata Paulo Rangel prometeu, terça-feira, 14, na sua primeira intervenção pública como cabeça de lista do PSD às eleições europeias, ser o rosto da ruptura com a actual política socialista que diz ter deixado o país (Portugal) num “autêntico buraco negro” (…).

É isso aí minha gente. Se Paulo Rangel, actual líder da bancada parlamentar do PSD, garante que vai romper com a actual política socialista que diz ter deixado o país dos três F (Fado, Futebol e Fátima),
Portugal
, num “autêntico buraco negro”, é por que vai mesmo cumprir.

Eu (se me é permitida opinião) acredito na promessa de Paulo Rangel. É preciso confiar que, afinal, (ainda) há políticos portugueses com vontade de tirar Portugal do “autêntico buraco negro” em que se encontra.

Faço fé nas palavras de Paulo Rangel tanto quanto na existência de angolanos, no seio das Organizações da Sociedade Civil (OSC), dispostos a acabar com a exclusão social e o “desprezo suicida” (atenção: o termo é do respeitável e experimentado político angolano do MPLA Lopo do Nascimento) de que a juventude tem sido vítima.

Com todos (e mais alguns) defeitos (políticos e pessoais) que lhe possam ser apontados, Paulo Rangel é, quanto a mim, digno de ser representante do povo português no Parlamento Europeu, sedeado em Estrasburgo (França).

Paulo Rangel tem sabido (digo eu) representar condignamente o povo português na Assembleia da República em Lisboa. Por isso não creio que se for eleito para o Parlamento Europeu vá borrar a escrita.

Pessoalmente estimaria ouvir isso dos políticos angolanos que se querem lançar na corrida para as eleições presidenciais que serão, num futuro próximo, os rostos da ruptura com a situação vigente em Angola que (des) promove a exclusão social e económica.

Prezaria saber dos políticos angolanos que aspiram ser inquilinos da Cidade Alta que seriam, proximamente, os rostos da ruptura com a situação vigente em Angola que não dá acesso ao emprego a todos os angolanos.  Mas ao que tudo indica, contrariamente aos portugueses, não os têm no lugar.

 

* Jorge Eurico
Fonte:
http://jorge-eurico.blogspot.com



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