Benguela  - Os activistas Avisto Botha, Euclides Lucas, Amaro Justino Quintas e Valeriano Kussuma, ligados ao Movimento Revolucionário de Benguela, continuam detidos no dia 4 de Agosto de 2016, ao fim da tarde no bairro 2º Chimbuila na parte alta da cidade do Lobito.

Fonte: OMUNGA

Avisto Botha foi detido na sua residência. Enquanto que Baleriano Kussuma, vizinho de Botha, foi preso quando se encontrava a lavar a sua motorizada. Já Euclides Lucas e Amaro Justino Quintas, foram detidos quando estavam a jogar basket junto à escola do bairro.

 

As detenções envolveram agentes da polícia da 3ª e 4ª esquadras e 2 viaturas que se aproximaram a grande velocidade e disparando balas reais. Todos foram levados para a unidade da 4ª esquadra onde pernoitaram e na manhã de 5 de Agosto foram transferidos para as instalações dos Serviços de Investigação Criminal do Lobito, onde se encontram até ao momento.

 

Ainda não prestaram declarações mas foram contactados pelo Procurador que, segundo informações dadas por outros cidadãos, ter-lhes-á dito de que são acusados de “serem meliantes e estarem envolvidos em drogas”. Têm já passado a ter contactos com as famílias.

 

Já a 5 de Agosto, a OMUNGA denunciou que as perseguições aos activistas continuavam. Foi assim que agentes da polícia fardados e à civil foram à residência de Ricardo Francisco Pedro Pataca, também no Bairro 2º Chimbuila, junto à escola 17 de Setembro, por volta das 14 horas, tendo apenas encontrado as crianças que se preparavam para ir para a escola.. Nessa altura, arrombaram a porta do quarto do activistas e revistaram tudo sem qualquer mandato, nem a presença de adultos. Os agentes da polícia voltaram ainda à residência por volta das 17 horas.

 

Informado do ocorrido, o pai do activista, Sr. Francisco Kissonde Pataca terá se deslocado à unidade da 4ª esquadra para saber dos factos, onde manteve contacto com o comandante da unidade. De acordo às informações, o comandante terá proferido ameaças contra o activista.

 

Já por volta das 23 horas, o pai do activista terá conversado telefonicamente com o referido comandante e informando que o Ricardo Pataca se encontrava na residência e então terá desafiado para que a polícia aparecesse naquela altura, o que não aconteceu até ao rpesente momento.

 

Os agentes da polícia não voltaram à residência do activista Ricardo Pataca mas o mesmo teme que possa ser preso na via pública e por isso mesmo sente-se ameaçado.

 

Perante os factos, a OMUNGA está extremamente preocupada com esta onda de perseguições e detenções de activistas e apela para a liberdade imediata dos activistas presos e o fim do amedrontamento dos activistas.

Lobito, 5 de Agosto de 2016
José Patrocínio
Director Executivo



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