Por via da Procuradoria Geral da Republica (PGR), o regime moveu recentemente,  um processo criminal contra o jornalista.  Em causa, esta um artigo alusivo as mortes de Nino Vieira e Tagme Na Waie, na qual o jornal reproduziu fotografias das autopsias.  O regime alega que  o jornalista cometeu crime de “abuso da liberdade de expressão e de desrespeito aos mortos” por publicar as referidas fotografias.

A argumentação da PGR consta num documento de quatro pontos cujo numero de oficio é 281/01/04/09.  Num dos pontos, a procuradoria diz  que “estas e outras insinuações constituem um autentico incitamento, através de meio de comunicação social, da pratica de crime ou apologia de facto criminoso, utilizando para o efeito, imagens chocantes e arrepiantes, cuja publicação não foi autorizada por quem quer que seja, conduta esta acrescida da quebra de respeito devido aos mortos, atento a forma como as imagens foram expostas e comentadas pelos articulistas”

Segundo ainda o documento da procuradoria “Devem pois os presentes autos serem instruídos por crimes de abuso de liberdade de imprensa e de quebra de respeito devido aos mortos, previstos e punidos pelos artigos 74, n2 da 7/06, de 15 de Maio e do Art 247, 2 do código penal e eventualmente pelo art 27 da lei n22-C/92, de 09 de Setembro”

A DNIC  enviou ao jornalista um contra fe para comparecer nas suas instalações  as 10horas do passado dia 22 de Abril para ser  ouvido pelo intendente Abílio Manuel da quinta divisão de crimes selectivos.

Wiliam Tonet  é um dos mais conceituados jornalistas angolanos. Formou-se em direito estando a estagiar para exercer advocacia. Dirige o mais antigo jornal privado em Angola que ao mesmo tempo é o mais lido nos musseques em Luanda. A luta pela liberdade de expressão e pelos direitos humanos fez dele um inimigo de algumas figuras do regime que se opõe a estes princípios.

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Fonte: Club-k.net



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