Prevê-se, ao mesmo tempo, um novo forcing militar do Governo em Cabinda (em concreto, operações de limpeza destinadas a detectar bolsas e rotas de infiltração de insurgentes da FLEC). Entre 29 de Abril e 3 de Maio foram registadas acções da FLEC, emboscadas e outras flagelações,  em Buco Chivava, Chiaca, Necuto e Miconje.

A política do Governo de Angola de tentar alcançar uma solução para o problema de Cabinda baseada no binómio diálogo aparente/esforço militar real,  é objecto de crescente cepticismo internacional. O argumento é o de que tal política tem gerado indefinição capaz de comprometer hipóteses de solução moderadas (autonomia do território) e, ao mesmo tempo, de alentar o prosseguimento/incremento da acção militar da FLEC – com riscos de insegurança acrescida na região. O insucesso do Memorando de Entendimento é atribuído à escassa credibilidade política de Bento Bembe e à fraca aceitação de que o mesmo goza entre os comandantes da FLEC.

Um relatório da União Europeia sobre Cabinda descreve a actual situação no território como sendo de "no war, no peace". Remete as causas da situação para a "limitada credibilidade" do acordo de paz concluído com Bento Bembe – devido à escassa autoridade deste. Por efeito do actual clima de insegurança têm vindo a ser protelados alguns projectos de desenvolvimento económico; ou lançados com redobradas condições de protecção e segurança. A Sonangol, por exemplo, suspendeu uma campanha de prospecção geo-sísmica no Norte do território.

Fonte: Africa Monitor



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