ImageLisboa - Bem ao estilo daqueles angolanos que confundem imunidade com impunidade e alardeam alto e bom o “quero-mando-e-posso-e-nada-me-acontece”, o director-geral do Porto do Lobito, Carlos Gomes, deu-se ao luxo de expulsar recentemente dos quadros da empresa que dirige três dos oito trabalhadores que declararam uma greve geral no longínquo dia 17 de Setembro de 2008.

Digam lá, meus senhores, se isso é ou não abuso puro e duro de quem milita nas fileiras do partido dominador? Eu (se me é permitido opinar) acho que sim.

Segundo os Órgãos de Comunicação Social (OCS) nacionais e externos que reportaram o facto, a greve tinha como único e exclusivo desígnio reclamar, entre outras, melhores condições de trabalho. Carlos Gomes (senhor absolutistamente absoluto na instituição que dirige e não só) terá encarado a greve dos trabalhadores do Porto do Lobito como uma afronta ao poder que detém, decorrente da posição que ocupa. Por essa razão decidiu, por sua conta e risco, violar a Lei da Greve (n.º23/91 de 15 de Junho) ainda vigente na República de Angola, rescindido unilateralmente o contrato de trabalho que há muitos anos vincula(va) os líderes da referida greve ao Porto do Lobito.

Digam lá, meus senhores, se isso é ou não um sinal de intolerância? Eu (se me é permitido opinar) acho que sim.

A rescisão do contrato com "Os Três Malditos” foi feita mediante uma carta. Ao líder dos “Três Malditos”, Carlos Gomes conferiu um tratamento especial. Mandou afixar um cartaz à entrada do Porto do Lobito com seguintes dizeres: “persona não grata proibida entrar no Porto do Lobito(sic!)”.

Digam lá, meus senhores, se isso é ou não abuso puro e duro por, segundo consta, Carlos Gomes ser um indefectível do Presidente da República? Eu (se me permitido opinar) acho que sim.

Agora tenho sérias dúvidas de que O PR saiba que Carlos Gomes usa e abusa do seu bom nome para destratar os funcionários do Porto do Lobito.

Agora já não tenho dúvidas que José Eduardo dos Santos, Presidente de todos os angolanos, não vai deixar a culpa morrer solteira e vai mandar apurar responsabilidades.

Dúvidas não me restam de que “Os Três Malditos” vão recorrer aos tribunais, aos deputados à Assembleia Nacional, ao Sindicato dos Transportes para que a legalidade seja reposta e, desta forma, regressem aos postos de serviço. Disso não tenho dúvidas. Sei que, tarde ou cedo, vai acontecer. Nem que chovam canivetes!

Fonte: NL



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