ImageLuanda - Embora convidados, jornalistas acabem, inexplicadamente, por serem impedidos de entrar na cadeia central do Namíbe. Aconteceu aos profissionais que a competente autoridade local convidou a cobrirem a visita do Procurador-geral adjunto da república, Domingos André Baxe, aquele estabelecimento prisional.

O oficial do dia, Ernesto Cainda, vedou a passagem, alegando, paradoxalmente, estar a cumprir ordem superior e que o convite exibido pelos jornalistas não valia.

«É o PGR (Procurador Geral da República) que dá ordem. Nós estamos a cumprir uma ordem. Não sou eu que estou a mandar, eu estou a cumprir uma ordem. Pronto», asseverou categoricamente o agente.

De acordo com o magistrado visitante, a sua missão ao local foi motivada pela necessidade de conferir a situação exacta do excesso de prisão preventiva e estudar as vias da sua solução.

A deslocação é subsequente a uma recente denúncia do escandaloso caso de um preso com mais dois anos e três meses naquela cadeia, entre os quais os últimos sete meses mantido algemado numa cela isolada.

Os jornalistas souberam, através do único colega autorizado (um câmara), que o magistrado se avistou com três pensionistas durante esta sua estadia. Os três pensionistas estavam todos com excessivo tempo de custódia naquela prisão.

Fonte: Apostolado



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