ImageBissau -  Um ambiente de agitação interna vem sendo registado nas FA da Guiné-Bissau. Um grupo de grandes oficiais, aparentemente encabeçado pelo Gen José Loa, entrou em desavenças com CEMGFA, CMG Zamora Induta e o adjunto, Cor António Injai – em torno dos quais também se constituiu um grupo de apoio.

 Em 26.Mai o CEMGFA convocou a alta oficialidade para uma reunião interna destinada a debater o assunto. Teve a duração de 10 horas e foi atravessada por atribulações. Os oficiais contestatários são em geral de origem balanta, muitos deles com ligações estreitas a Kumba Yalá – o que tem levado a relacionar o ex-PR com a situação.

 O estado de penúria em que se encontram as FA – soldos em atraso, deficientes condições de alimentação e alojamento – é visto como um factor propiciador da agitação. Mas o sentimento tribal é identificado como principal elemento mobilizador.

 O Governo esperava poder atenuar os problemas nas FA com o concurso de ajudas internacionais – prometidas, mas ainda não liberadas. Na reunião de 26.Mai Z Induta referiu-se várias vezes às FA como principal agente da instabilidade no país nos últimos anos, apelando também para que deixassem de o ser; as FA guineenses apresentam 2 distorções consideradas graves: matriz étnica (predomínio de balantas); corpo de oficiais exorbitante (40% dos efectivos).
Angola

Fonte: AM



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