O espanto aos transeuntes, o medo aos circunstantes e o pandemónio entre os automobilistas decorre da estulta demonstração de força da UGP que pode (e deve!) ser entendida pelo Povo e pela População (os conceitos são diferentes), pelas Organizações da Sociedade Civil (OSC) e pelos partidos políticos na - e não da como é costume dizer-se - Oposição como um acto poltrano.

Mais: a atitude da UGP (noves-fora os actos de brutalidade, tortura e não só) já não se compagina com o período pós-guerra e muito menos numa altura em que o País caminha a passos aparentemente largos para a realização das próximas eleições.

Tal exibição de força não mais se justifica (como num passado recente em que havia ameaça de facto e de jure uma ameaça) que a Presidência da República continue a manter um exército privado com o apócrifo propósito de criar alvoroço nas ruas da cidade e no seio do Povo e da População angolanos.

O País, tanto quanto julgo saber, está em paz.

Os serviços de segurança angolanos, tanto quanto julgo saber, «não brincam em serviço» e têm a fama de «dar cartas» no nosso continente.

O cidadão José Eduardo dos Santos, tanto quanto julgao saber, neste período pós-guerra não corre nenhum perigo de vida.

O presidente da República (José Eduardo dos Santos), tanto quanto julgao saber, jamais recebeu (in)directamente alguma ameaça de morte no País.

O que é que o poder político quer que os angolanos infiram da demonstração de força da UGP?

O padre Luis Conjimbe em entrevista ao extinto (e saudoso) semanário "Comércio Actualidade" em 1997 afirmou que por detrás das armas está o medo dos homens.

Será que por detrás da excessiva força demonstrada pela UGP está algum receio do Presidente da República? Não creio. Não creio que José Eduardo dos Santos tenha medo do Povo e da População angolanos.

Fonte: NL



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