Luanda - As redes sociais têm sido apontadas como a principal fonte que alimenta os discursos mais radicais e violentos.

Fonte: VOA

A crise pós eleitoral, que se instalou em Angola está a causar várias especulações entre as populações, que temem um clima de insegurança no pais caso a Comissão Nacional Eleitoral continue na lógica da violação da constituição e da lei.


As reclamações e dúvidas levantadas pela oposição angolana sobre os resultados provisórios divulgados pela CNE, atribuindo vitória ao MPLA nas eleições gerais de 23 de Agosto, continuam a preocupar a população, que receia um clima de instabilidade política.


Analistas em Luanda admitem que o pais pode estar a caminhar para o mesmo “abismo” que lhe é familiar e que pode ter outras consequências, pois desta vez a oposição já deu sinais que pretende vender um pouco mais caro o seu voto.

As redes sociais têm sido apontadas como sendo a principal fonte que alimenta os discursos mais radicais e violentos, com vários protagonistas e actores a não alinharem por uma perspetiva de reconciliação e de serenidade.


O ministro do interior afirmou semana passada, que recebeu garantias do maior partido na oposição, de que seja quais forem os resultados definitivos a serem anunciados pela CNE, vai observar apenas os procedimentos da constituição e da lei.


Ângelo da Veiga Tavares aproveitou a ocasião para tranquilizar a população, tendo ignorando informações que circulam nas redes sociais dando conta de um alegado clima de insegurança face aos resultados das eleições de 23 de agosto.


A conferência episcopal de Angola e São Tomé juntou-se a contestação dos partidos da oposição e considerou que as eleições gerais não foram transparentes.

A nota pastoral dos bispos católicos defende a necessidade da refundação da comissão nacional eleitoral.


O tribunal constitucional, por intermédio do seu director do gabinete dos partidos políticos, Marcy Lopes, saiu em defesa da comissão nacional eleitoral ao afirmar que esta não violou qualquer procedimento legal ao divulgar os resultados provisórios ou definitivos.

O jurista Monteiro Kawewe lamenta o facto da legislação eleitoral angolana ter sido transformada em letra morta. Este especialista não tem dúvidas em afirmar que a CNE violou, deliberadamente a lei, a favor de um dos concorrentes, no caso o partido MPLA.



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