Luanda - O vice-presidente da UNITA considera que a Comissão Nacional Eleitoral (CNE)quer empurrar Angola para uma crise pós-eleitoral e questiona porque razão o órgão não quer cumprir a lei escrita em “português simples”.

*Manuel José
Fonte: VOA

Raúl Danda assegurou que caso o Tribunal Constitucional tiver a mesma postura que a CNE, o partido vai avançar com outras medidas previstas na Constituição.

 

"A CNE quer empurrar o país para uma crise, estamos a tentar persuadir a CNE, as leis até estão escritas em português simples e nem é preciso fazer curso de Direito para perceber o que está escrito, queremos unicamente que a verdade eleitoral prevaleça que os resultados sejam o reflexo da vontade do único soberano que é o povo”, afirmou Danda em entrevista à VOA, acusando ainda a CNE de “criar instabilidade, desconforto, dizer mentiras ao país e de roubar os votos do povo"

 

Danda acusou ainda a própria CNE de ter ordenado às Comissões Provinciais Eleitorais (CPE) a não receberem as reclamações dos partidos políticos para “depois vir dizer que as reclamações dos partidos são extemporâneas.

 

A UNITA garante que depois dos resultados definitivos vai recorrer e avisa que se a postura do Tribunal Constitucional (TC) for a mesma tomará outras medidas.

 

“Estamos aqui perante um grupo de criminosos pessoas que praticam o banditismo de Estado muito grave, vamos esperar os resultados e depois de terem rejeitado liminarmente e de forma mais ignóbil e cobarde as reclamações dos partidos políticos da oposição, nós iremos ao TC e se ele também insistir em ler de forma enviesada, com os óculos do MPLA, então chegaremos a outras medidas”, concluiu o vice-presidente da UNITA.

 



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