Lisboa - O Jornalista João Paulo Nganga foi roubado num avião da TAP quando deslocava-se para a capital Lusa, no passado dia 2 de Julho. “foi-me roubada uma significativa quantia de doláres no vôo TP 252 por três passageiros holandeses sentados no lugar 20F quando fazia o voo Luanda- Lisboa, que partiu da capital angolana no às 9h deste mesmo dia.” Denunciou o mesmo ao Club-k.net

ROUBO COM CONIVÊNCIA DA TRIPULAÇÃO 

Segundo João Paulo Nganga  “o roubo ocorreu quando me desloquei a casa de banho do avião e deixei o meu casaco em cima do computador portátil no lugar 13F em que me sentava.” Disse contando que “Quando regressei ao lugar e dei conta do desaparecimento da quantia informei a tripulação que gostava de ver a polícia a averiguar a situação na hora da chegada sem que nenhum passageiro devesse abandonar o avião.A tripulação mandou-me aguardar”.

“Exultei de alegria quando vi uma passageira perfeitamente identificada que me relatou que na minha ausência haviam sido os passageiros sentados(no lugar 20 F) que haviam surrupiado o dinheiro.” Prossegue o mesmo no depoimento que segue.

“Já tínhamos suspeitos e testemunhos locais, só faltavam as provas e a polícia, insisti com a tripulação que devia contactar  a terra para que a polícia pudesse "in loco" checar os testemunhos e recolher as provas para que pudesse recuperar o meu dinheiro, que era uma quantia avultada, e que felizmente eu tinha meios de prova de que levava a referida quantida. A tripulação mandou-me aguardar.”

“Eis que chegados a terra e apesar dos meus insistentes apelos os passageiros sairam sem que nada tivesse sido feito, com os holandeses a escapulirem-se, pois como cidadão europeus não passaram pela emigração e quando eu finalmente passei eles já tinham partido.”

“Apresentei queixa à polícia depois de chegados a Lisboa no aeroporto da Portela, contra a tripulação do voo TP-252, e aguardo os tramites judiciais, mas fiquei absolutamente surpreendido com a atitude da tripulação que lavou as mãos como Pilatos numa situação dentro da sua aeronave que portanto era responsabilidade sua.”

“As questões que se levantam é saber se um passageiro pode ser roubado em pleno voo, e de quem é a responsabilidade?”

“Note-se que mesmo que eu quisesse contactar a polícia em pleno vôo não o podia fazer, só a tripulação o podia e recusou. Creio também que se eu tivesse ouvido os conselhos de passageiros mais inflamados que me pediram para fazer confusão e impedir a saída dos passageiros, estaria hoje detido, julgado e tratado, quiçá, como um terrorista por ter colocado em risco ou perturbado um vôo de longo curso.”

“A tripulação da TAP protegeu indirectamente suspeitos dum crime quando deveria limitar-se tão só a cumprir as suas obrigações zelando pela segurança de pessoas e bens durante o vôo, o que não aconteceu.”

“A polícia portuguesa já enviou um fax para a TAP para saber se houve algum relatório de bordo da companhia, o que não acredito, já que a tripulação comportou-se como se nada disso lhes dissesse respeito. Neste momento o relatório da aviação civil portuguesa atesta que a TAP perdeu 100 mil passageiros no mês de Maio, o que não é de espantar com passageiros a serem roubados em pleno vôo...”

“Tudo farei para reaver a quantia que me foi roubada bem como lutar pela indemnização dos danos causados.”

 

Fonte: Club-k.net



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