Para o jornalista é importante que se corrija o erro cometido, “eu penso que se houver um bocado de honestidade intelectual, quem tem poder para rectificar o erro pode dar uma solução. Porque a nível do Direito este caso tem uma solução e a solução é célere, é ordenar a sua soltura, isto a nível do Direito” disse William Tonet.

Segundo o responsável do Folha Oito, se factores subjectivos continuarem a falar mais alto, o caso vai continuar irreversível e a extrapolar princípios universais do bem-estar humano, “a nível do direito da força, do direito da arrogância eles podem ficar mais de ano inteiro na cadeia, mas vai significar sempre alguma violação gritante dos Direitos humanos”, observou.

Questionado sobre o facto de ter ou não havido excesso de prisão preventiva, William Tonet afirmou que, “tudo vai em contrário as então declarações do ministro da justiça, Manuel Aragão, e do novo Procurador-geral da república de que, não havia excesso de prisão preventiva na situação carcerária de Garcia Miala, Conceição Domingos, Ferraz António e de Miguel Francisco”’

“Vem desmentir isso, existiu excesso de prisão preventiva, continua existir porque não se aplica as leis e não se respeita a Constituição da república”, contestou o maioral do F8.

William Tonet, mesmo na qualidade de jornalista, apelou o “habeas corpus”, questionado igualmente por este facto, William disse que, “eu, enquanto cidadão, tenho a faculdade conferida pela Constituição da república de solicitar o “habeas corpus”, isto está legislado, é legal, é de lei, nós podemos fazer isso”, argumentou William Tonet.

CONDIÇOES DA PRISÃO DE VIANA

O jornalista não passou a margem das condições prisionais da cadeia de Viana, fazendo recurso a ciência dos números, William deu conta de que, “é possível ver que cada pessoa que vai visitar um preso paga Cinquenta Kwanzas dia, se multiplicarmos cinquenta vezes trinta dias (1 Mês), que eu tenho para ir visitar o meu familiar detido, terei um gasto de Mil e Quinhentos Kwanzas mês, multipliquemos isso por três mil presos que existem na unidade de Viana, isso dá aproximadamente uma receita mensal de Quatro milhões e quinhentos mil Kwanzas (4.500.000 Kzs), qualquer coisa como, Seis Cento mil dólares (USD 600.000)! Portanto, é muito dinheiro para haver condições melhores, é preciso saber onde é que vai este dinheiro, o que é que se faz deste dinheiro, pois que, as condições da cadeia de Viana são débeis”, realçou.

Pessoas que tem formação, prossegue o jornalista, “pessoas que prestaram altos serviços a este país, a este governo, hoje colocam estas pessoas numa situação tão humilhante! É isto que as pessoas de direito devem começar a questionar”, apelou.

Fonte: Radio Eclesia



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