Lagos - O ex-presidente do Botswana, Festus Mogae, estima que a tendência de alguns líderes africanos a prolongar o seu mandato presidencial faz parte das razões do subdesenvolvimento do continente.

ImageDurante uma conferência realizada terça-feira no Estado nigeriano de Bayelsa, rico em petróleo, por ocasião do 45º aniversário do governador desta localidade, Timipre Sylva, Mogae mencionou igualmente a ausência de uma governação transparente e a alienação excessiva da população entre outros problemas do continente.

Mogae, de 69 anos de idade, que dirigiu o Botswana durante 10 anos antes de ceder voluntariamente o seu posto em 2008, julgou que a decisão de alguns líderes de manipular a Constituição do seu país para prolongar o seu mandato obstrui a democracia em vários países.

"Para que a democracia prospere no continente, os líderes políticos devem aprender a transmitir o poder no momento oportuno", disse o ex-chefe de Estado tswanês, acrescentando igualmente ser "necessário" que os recursos disponíveis num país sejam utilizados para desenvolver a população, pois, frisou, elas lhes pertencem".

 Ele exprimiu-se assim à luz das tentativas do actual Presidente nigerino, Mamadou Tandja, de prolongar o seu mandato.

O projecto de Tandja de modificar a Constituição, a fim de poder disputar um terceiro mandato após a expiração dos seus dois mandatos autorizados pelo texto fundamental em Dezembro de 2009, mergulhou o seu país em distúrbios políticos, estimou.

Mogae venceu o Prémio Mo Ibrahim de 2008 que recompensa a boa governação em África, dotado de um envelope de cinco milhões de dólares americanos para um período de 10 anos, e, depois, 200 mil dólares americanos por ano para a vida.

A prosperidade e a estabilidade do Botswana são atribuídas à sua liderança notável à frente do seu país.

Fonte: Angop



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