Sumbe – Morais António, ou simplesmente, Tony Mora, foi uma má escolha para presidente da Comissão Provincial Eleitoral do Kwanza-Sul. O jurista tem paixão feroz pelo dinheiro. Basta entrar nas cadeias do Sumbe, Gabela e Waco-Kungo para saber ao pormenor de quem se trata.

*Venceslau Pinto
Fonte: Club-k.net
O mesmo já enganou muita gente intitulando-se de advogado com pretexto de dar solução deste ou daquele processo judicial, extorquindo muitas famílias maioritariamente de baixa renda, porque os de renda alta já não aceitavam contratá-lo como advogado.

Fez muitas façanhas que deixou muitos cidadãos a passar odiá-lo para toda vida. Ele é também o Provedor da Justiça, um grande paradoxo. “Não se entende como as autoridades deste país ficam tão cegos a ponto de uma pessoa só poder receber dinheiro do Estado em duas, três, quatro ou mais empresas”, indagou a nossa fonte.

Acontece que desde a ascensão de Morais António ao cargo de presidente da CPE Kwanza-Sul, as coisas naquela instituição vão de mal a pior.  O  autor deste texto  sabe que na CPE local ninguém mais fala senão o Tony Mora, esquecendo-se que naquele órgão as situações inerentes aos problemas que afectam o pessoal são discutidos em plenária mas, não é o que acontece.

Morais António considera-se dono da CPE. Só ele é que tem voz. Há situações que afectam directamente os trabalhadores e quando é abordado sobre determinado assunto, ameaça sancionar.
 
Além disso privou para benefício próprio mais duas viaturas do tipo Toyota Land Cruiser fechado e caixa aberta respectivamente, alegadamente por lhe ter sido dado direito pelo presidente da CNE Silva Neto.

Todos comissários provinciais dos partidos de oposição andam a pé isto é, não lhes foi atribuída qualquer viatura e não há justificação. A CPE recebeu este ano mais de dez viaturas e estão parqueadas. Os comissários do partido no poder o MPLA, continuam com as viaturas antigas que já nem servem para ir ao Mussende, Cassongue, Libolo e muito mais.

A CPE Kwanza-Sul recebeu, como outras províncias, uma tranche financeira para suportar o processo eleitoral passado. Acontece porém que no final da campanha e realização das eleições, a província ficou em termos de valores com um montante de mais de vinte milhões de kwanzas nos cofres da CPE. De lá pra cá, Tony Mora nem sequer convocou a plenária, como é norma, para esclarecer sobre o valor existente na conta e qual será o seu fim uma vez que o processo terminou. Alguns funcionários questionam-se sobre o silêncio do presidente da CPE quanto aos valores existentes.

A fonte do autor destas linhas  sabe que Morais António pretende silenciar os demais com ameaças de processos judiciais tudo para tirar dividendo uma vez que, ao que se sabe esses valores provavelmente serão repartidos entre o presidente da CPE e o da CNE. Com tudo isso, os mais prejudicados são os comissários dos partidos políticos de oposição uma vez que não são tidos nem achados pelo presidente da CPE.

O governo angolano devia ter cuidado em seleccionar certos elementos para cargos tão grandes e de responsabilidades. Nunca houve tamanha falta de respeito e falta de consideração na CPE em tempos da Cristina e deveria a CNE seleccionar Adão Mateus para presidir a CPE pois é mais completo e mais responsável acima de tudo.

“Morais António passou de locutor da Rádio Nacional de Angola, sobretudo em língua nacional Ngóya, para estudante de direito e meia volta aparece como advogado no Kwanza-Sul. Daí passou para provedor de justiça e continuando como vendedor de medicamentos. Como é possível que agora aparece como presidente da CPE a auferir estrondoso salário de um milhão de kwanzas?”, questionou a fonte.

Já se sabe que o dinheiro que está ser empregue na compra do medicamento para a sua farmácia cita no bairro do E-15, num edifício cujo terreno foi adquirido em nome da Provedoria de Justiça como o dinheiro da Comissão Provincial Eleitoral. Os lesados pedem a sua substituição imediata por alguém mais competente e responsável.



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