Luanda - A Lei do Governo Angolano sobre o repatriamento de capitais, aprovada na Assembleia Nacional, tem fortes resquícios de crime contra Segurança do Estado. É totalmente restritiva, sem a mínima nobreza de imparcialidade, propositadamente criada contra o Estado para dar poder abusivo à impunidade de um grupo de cidadãos, que delapidaram os cofres soberanos.

Fonte: Club-k.net

O Estado é proprietário de todos os bens e pela boa fé da natureza que lhe estrutura, se obriga a corrigir os males. É detentor de infraestruturas e vários mecanismos para correcção e salvaguarda das relações humanas. É criador da criatura, o garante do bem vida; e instituições que constituem o regimento do seu funcionamento. E por ser sujeito de boa fé, por natureza da sua destinação soberana, o Estado, não pode ser lesado de maneira nenhuma, por qualquer norma intencional, ou de equivoco de abuso de poder. nem por qualquer reacção antipatriótica contra a consciência de fidelidade a pátria. Muito mais, é impensável e inaceitável, o Estado ser desprovido do seu poder económico, o que constitui a sua espinha dorsal.


Da lei do Governo sobre o repatriamento de capitais; verdade verdadeira se diz: os mansos e os hipócritas acham normal! Mas os que juraram pela pátria, os intrépidos, e as demais de consciência patriótica; arrogam-se que: tudo que é contra o Estado é susceptível de ser um atentado contra a Segurança do Estado. O governo angolano com a lei que criou organizou a autenticidade da falência do Estado. E tem o benefício da dúvida, quem por detrás dele se perfila. Esta lei do governo é uma lei que julga o Estado num tribunal sem juízes! Sendo que está bastante cozinhada, para favorecer a delapidação do Estado, amarrando sem margem de manobra o exercício legítimo dos tribunais e juízes, versados e investidos, por excelência, pelo Estado para dar legitimidade ou razão à qualquer causa!

Um Estado sem dinheiro é um Estado sem razão!


A avultada soma de capitais a serem repatriados nos moldes como a lei de repatriamento favorece os cúmplicies do governo, deixa o Estado sem poder, em extrema falência, exposto ao saque, até ao ponto dos seus detractores terem o poder do Estado, capaz de comprar o ar que respiram o resto da maioria dos concidadãos do Estado. O congelamento do sistema de processamento de salários nacional, acontecido a bem pouco tempo, deu para perceber que o governo está a fazer braço de ferro contra o Estado. Não se pode entender, tendo o Estado dinheiro dos seus cofres, nas mãos de cidadãos prevaricadores e ser decretado um Estado falido. Isso é uma tamanha cumplicidade entre um grupo de dirigentes e o Governo. Agentes, que cabem bem num uniforme camuflado, contra a Segurança do Estado.


Os Golpistas de ontem, são os golpistas de hoje! E se não nos afirmarmos no orgulho dos nossos antepassados e não termos consciência do património histórico que eles nos deixaram; os golpistas de hoje, serão os de amanhã. E de todo o sempre a construírem o fosso para enterrarem a honra e por conseguinte, nos ensinarem a envergonhar-se de ser amantes da paz, do trabalho e da liberdade!
– Dedico este texto em memória aos angolanos vítimas do 27 de Maio, do processo 105 – caso camanga –, processo 15+2 e outros acusados injustamente de golpe de Estado e crime contra a segurança do Estado.



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