Lisboa - A posição de membros da Entidade Reguladora da Comunicação Social Angolana (ERCA),  em demarcarem-se das posições do conselho de direção deste órgão, é atribuída a postura do seu Presidente Adelino Marques de Almeida indicado pelo MPLA. Marques é um quadro, com passagem na antiga escola do ‘partido’. Porém, a sua lealdade ao modelo de sistema de partido único tem prejudicado ao funcionamento da ERCA que se propunha a ser um órgão vertical quanto a liberdade de imprensa e de expressão, no país.

Fonte: Club-k.net

MPLA indicou  quadro fiel  aos ideais  de   partido único 

A última edição do Novo Jornal, por exemplo da conta que o membro do conselho directivo deste órgão, Carlos Alberto acusou-o de ter cedido a pressões após pronunciamento público do MPLA a condenar o perfil do programa fala angola, da TV Zimbo, apresentado por Salú Gonçalves.

 

Falado aos microfones da Radio Eclésia, Carlos Alberto queixou-se que “a resolução em causa, para além de ser ilegal, atropela todos os princípios de um órgão colegial republicado num estado democrático e de direito , uma vez que foi feita numa reunião extraordinária , convocada unilateralmente pelo Presidente da ERCA, tendo sido introduzidos na mesma pontos, à última hora, após um pronunciamento publico do partido MPLA sobre um programa da TV Zimbo designado “Fala Angola”

 

Outro embaraçado causado aconteceu no passado dia 8 de Junho quando uma delegação da ERCA se deslocou a Cabinda e reuniu-se com jornalistas locais. As duas partes - delegação e jornalistas - tiveram pontos de vistas de diferentes, resultado da visão de Adelino de Almeida.

 

Os jornalistas quiseram apresentar preocupações que enfrentam nas redações concernente a divulgação de conteúdos. O Presidente da ERCA, Adelino de Almeida contrapôs transmitindo que a missão destes (jornalistas) seria mostrar o lado positivo das atividades do governador.

 

Antigo estudante do segundo ano da “escola do partido”, vulgo “Catambor”, Adelino de Almeida notabilizou-se nos anos 80, ao lado de um outro correligionário, André Passy como porta-voz da propaganda do regime. O papel de ambos era contornar, e estarem em coabitação com os serviços de inteligência militar, a partir de Luanda, para, contornar versões da UNITA, sobre o desenvolvimento do conflito armado, na comunicação estrangeira.

 

A nível da media, Marques de Almeida marcou história por ter passado por três órgãos de comunicação social (TPA, Jornal de Angola, RNA) como diretor-geral. Serviu duas legislatura, como deputado a Assembleia Nacional.

 



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