Lisboa - As perguntas  que os jornalistas angolanos pretendiam colocar  a Secretaria de Estado, Hillary Clinton, no palácio da cidade alta, em Luanda foram antes alvo de uma “peneração”. Foi protagonista da mesma, um profissional de comunicação, Gonçalves Inhanjica apresentado como “repórter presidencial”.

Inhanjica transmitiu aos outros repórteres que as perguntas a serem feita deveriam antes ser remetidas para uma aprovação “superior”. Alegou que eram  “orientações superiores”  dadas pelo  Ministro da comunicação social, Manuel Rabelais. Porem, fonte próxima ao assunto negou que em momento algum o Ministro deu este tipo de “ordens superiores”.

De acordo com, a explicação da  fonte, os reportes presidencias  são convocados, para se deslocarem ao palácio presidencial por um director do Ministério, José Luis de Matos. Postos no palácio, o Porta Voz da presidência, Aldemiro da Conceição entra em contacto com eles por via de dois jornalistas, Alves Antonio e Francisco Mendes e em alguns casos, o próprio Gonçalves Inhanjica. As questões dos jornalistas são colocadas num papel e depois entregues a Aldemiro da Conceição para aprovação. Rabelais não faz parte das “penerações” a nível do palácio presidencial, por isso, a fonte conclui que Inhanjica terá usado o nome do Ministro.

Gonçalves Inhangica é internamente (nos órgãos de comunicação) citado como uma das figuras que mais uso faz do termo  “ordens superiores” para baixar ordens/orientações  aos colegas que de si dependem.  Em Dezembro passado, na China, o porta Voz da Presidência Aldemiro  chegou a “gritar” com ele em função de procedimentos semelhantes.

Reagindo ao assunto, o activista da diáspora  Moises Lima, criticou  dizendo que:  "A manipulação de informação e a  censura contribuem grandemente para o aumento da desinformação dos angolanos".

Fonte: Club-k.net



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