Lisboa - Irene Alexandra da Silva Neto, a primogênita do malogrado Presidente Antônio Agostinho Neto, esteve perto das escolhas para eleição ao cargo de Vice-Presidente do MPLA, tendo a decisão final recaído para jornalista Luzia Damião.

Fonte: Club-k.net

No congresso extraordinário, realizado sábado, que se assinalou a transição de liderança, o novo líder João Lourenço apareceu com duas listas de concorrentes que se designaram por “lista cunene”, e “lista cabinda”.

 

A médica Irene da Silva Neto constava na lista “Cabinda”, que acabou sendo derrubada, pela lista “Cunene”, que apresentou duas cândidas para Vice-Presidente, Carolina Cerqueira e Luísa Damião que concorreram entre si.

 

De acordo com leituras pertinentes, a lista “Cabinda”, foi chumbada por constar nela rostos de figuras controversas que terão prejudicado a escolha da sua candidata Irene Neto.

 

A ideia de pretender fazer de Irene Neto como a “vice” do MPLA, teria agradado uma ala do partido fiel a linha ideológica de Agostinho Neto. Porém, logo após ao “chumbo”, surgiram
suspeitas de que a inicial tentativa de “puxar” Irene da Silva Neto como a “numero dois”, do partido poderá ter sido um artificio do Presidente João Lourenço destinado a atrair e testar simpatias.

 

Em razão do qual, segundo os mesmos meios, caso o novo líder quisesse de verdade honrar a memória de Agostinho Neto, trazendo a sua primogênita para direção do MPLA, não a teria, a partida colocado a concorrer numa rodeada com figuras controversas que seriam a partida chumbados pelos militantes. “Se o camarada Presidente quisesse mesmo que a Irene fosse eleita a Vice-Presidente lhe poria na lista Cunene.  Pois, ao fazer o contrario o seu gesto provocou duvidas”, rematou uma fonte interna.

 

Nascida em Portugal, Irene da Silva Neto viveu na Tanzânia e em outros lugares onde a então guerrilha do MPLA instalava a sua sede, razão pela qual a sua idade se confunde com os seus anos de militância ao partido no poder. Faz parte de uma linha que sempre revelou desafecto ao anterior líder do partido, Eduardo dos Santos por este ter se desviado de certos ideias favorecendo a família e os seus generais mais próximos. Recusou ingressar nas listas de candidatos a deputado do MPLA, nas eleições. Já serviu o governo como vice ministra das relações exteriores e últimamente tem sido mencionada como tendo perfil adequado para emprestar o seu saber no sector da saúde.

 



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