Luanda - O ministro da Agricultura e Florestas de Angola, Marcos Alexandre Nhunga, disse esta quarta-feira que o país tem alguma “população considerável que não passa fome como tal”, mas que “se encontra numa situação difícil”.

Fonte: Lusa

Marcos Nhunga falava aos jornalistas depois de questionado pela agência Lusa sobre o relatório de segurança alimentar e nutrição elaborado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), o qual indica que, em Angola, 23,9% da população passa fome.

 

“É uma realidade, mas não temos essa realidade. A FAO divulga os seus dados e não queremos fazer comentários. Mas a FAO, quando divulga, tem dados com base num levantamento a nível mundial”, afirmou o governante.

No relatório de 2018, a FAO refere que cerca de 821 milhões de pessoas no mundo passam fome, o que se traduz num aumento quando comparado com os dados de há dez anos. Em Angola, segundo a FAO, “23,9% da população passa fome”, o que equivale a que “6,9 milhões de angolanos não tenham acesso mínimo a alimentos”.

Marcos Nhunga sustentou que a constatação é diferente da que pode parecer. “[Angola] ainda tem alguma população considerável, que não digo que passem fome como tal, mas que está numa situação difícil. Exatamente por isso é que o governo quer melhorar e está a fazer intervenções no meio rural no quadro da atividade produtiva, para que possa resolver os problemas ligados à fome e à pobreza”, disse.

O governante angolano falava, em Luanda, no final do ‘workshop’ sobre “Uso de calcário dolomítico para a recuperação e estabilização dos solos em Angola”, coorganizado pelos ministérios da Agricultura e Florestas e dos Recursos Minerais e Petróleos.

 



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