Luanda - Os reformados da Edições Novembro E.P., detentora dos títulos Jornal de Angola, Jornal dos Desportos, Economia e Finanças e Cultura & Artes, estão agastados com aquilo a que chamam de falsas promessas por parte do conselho de administração que prometeu pagar os salários completos até que fosse resolvido o problema da dívida com a segurança social.

Fonte: Club-k.net

Ex-Director fez desaparecer  desconto dos trabalhadores 

Sabe-se que a Edições Novembro está endividada até ao pescoço, um "kilapi" que ascende os 10.000.000.000,00 (dez mil milhões de Kwanzas), uma dívida que resulta do não pagamento, por parte do anterior Conselho de Administração de José Ribeiro, do Imposto de Rendimento de Trabalho (IRT), da Segurança Social durante a sua gestão.

 

Outro problema que a nova administração liderada pelo jornalista Victor Silva enfrenta é o excesso de trabalhadores que José Ribeiro, ex PCA, e o seu financeiro Eduardo Minvu, admitiram de forma irresponsável, aproximadamente o dobro deixado por Luis Fernando, ex director daquela empresa. A agravante é o facto de José Ribeiro e Eduardo Minvu nunca terem pagado a segurança social. “Estes tipos deveriam ir para a cadeia”, desabafou um dos reformados que questionou o destino do dinheiro que era descontado mensalmente aos cerca de dois mil trabalhadores, num montante avaliado em milhões de Kwanzas, cujo destino só José Ribeiro e o seu “arquitecto” Eduardo Minvu conhecem.

 

Para a resolução desta situação, o actual conselho de administração tem aliciado os trabalhadores a irem para a reforma, mas mantendo os seus salários. Na verdade, dizem os reformados, tudo não passa de mentira, pois só o salário base é que está a ser pago. A promessa de se manter o salário dos reformados até a regularização da dívida com a segurança social foi manifestada em reuniões realizadas a 14 de Dezembro de 2017 e a segunda a 16 de Junho de 2018, na sede da empresa, por José Alberto Domingos, conhecido por Jade, administrador financeiro.

 

Jade, dizem os reformados, estará por de traz desta “engenharia” toda de incumprimentos da letra da promessa, segundo a qual a Edições Novembro manteria os salários até a regularização da situação da Segurança Social. Questiona-se o destino do dinheiro que está a ser descontado aos reformados. Terá o Jade recebido lições de Minvu, já que este último ainda é visto nos corredores da velha casa, sem sequer ter vergonha dos avultados danos e desvios provocados ao colectivo de trabalhadores?

 

Por outra, o colectivo de reformados convida o administrador Jade a fazer também parte do grupo de trabalhadores que se encontra em casa por tempo de serviço ou por idade e saberá o que é a injustiça e falsas promessas, aliás, já está em tempo de se reformar.

 

Sobre o comportamento de Jade, refere-se que a empresa Edições Novembro foi sempre useira e viseira desta práctica, pois sempre colocou os verdadeiros segundos homens em último lugar na tomada de decisões. Foi com o Ilunda, director financeiro na era Luís Fernando, em detrimento de Manaças, O Minvu a sobrepor se ao  antigo DJ adjunto Filomeno Manaças e agora o Jade que até desautorizou o pedido de valores à segunda figura do jornal, o jornalista Caetano Pedro da Conceição Júnior, administrador para a área de informação.

 

Sobre a carta de 6 de Agosto do ano em curso, remetida ao presidente do conselho de administração, cuja cópia vem anexo, os reformados consideram que a direcção da empresa tem a lista dos reformados, pelo que não precisa de outra (lista) para responder a preocupação. Apesar disto, “remetemos uma segunda carta, já com as assinaturas, e caso haja mais curvas vamos avançar para o ministro de tutela ou a manifestação na sede da empresa”, prometem os reformados.

 

 



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