Luanda - O ex-ministro dos Transportes, Augusto da Silva Tomás, foi detido esta sexta-feira, em Luanda, depois de ter sido ouvido por largas horas no Departamento Nacional de Investigação e Acção Penal (DNIAP) da Procuradoria-Geral da República. 

Fonte: Club-k.net

Augusto da Silva Tomás - que é acusado de crimes de  peculato e corrupção activa - foi levado para a cadeia prisão de São Paulo, em Luanda, quando eram precisamente 16 horas (de Angola), segundo fontes do Club-K.

 


Por volta das 12 horas já havia sinais de que a audição do ex-ministro – que está a ser defendido pela advogada Ana Paula Godinho – iria ter um desfecho desagradável a contar com a presença nas instalações da DNIAP, na Vila Alice, em Luanda, de uma viatura do Ministério do Interior usada para recolha de arguidos com prisão decretada.

 

O ex-governante tem sido ouvido desde a primeira semana se Junho num processo que está a ser conduzido pela instrutora Petra Romana Timóteo Correia. Em causa, estão os resultados de uma inspecção feita às empresas públicas do sector dos transportes com destaque para o Conselho Nacional de Carregadores cujos directores foram também detidos. 

 

O Club-K sabe ainda que para breve serão levantadas as imunidades de dois ex-ministros, agora nas vestes de deputados a Assembleia Nacional, de forma a permitir que o Ministério Público os remeta na mesma condição verificada em Augusto da Silva Tomás.

 

Numa nota distribuída à imprensa no cair desta noite, a PGR justifica que a medida de coação pessoal aplicada decorre do processo – crime 23/18-DNIAP, uma vez que pesam ainda sobre o ex-ministro os indícios dos crimes de branqueamento de capitais e outros.

 

Estes crimes estão previstos e são puníveis pelo Código Penal e a Lei 03/14, de 10 de Fevereiro - Lei sobre a Criminalização das Infracções subjacentes ao branqueamento de capitais. E nos termos das disposições combinadas da alinha G do artigo 16º e dos números 1 e 2 do artigo n.º 36º da Lei 25/15 de 18 de Setembro – Lei das Medidas Cautelares em Processo Penal, foi decretada a medida de coação pessoal de prisão preventiva igualmente a Rui Manuel Moita, ex-director geral adjunto para área Técnica do Conselho Nacional de Carregadores.

O processo prossegue a instrução preparatória com carácter secreto, com vista a sua conclusão e posterior remessa ao tribunal competente.



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