Lisboa – Jorge Gaudens Pontes Sebastião (na foto), o testa de ferro de Zenú dos Santos, transferiu fundos de uma falsa consultoria feita ao Banco Nacional de Angola, para a CONCERA, S.A. , a sua empresa privada de construção (pré-fabricação em betão).

 

Fonte: Club-k.net

A denuncia está no despacho de pronuncia da PGR enviado ao Tribunal Supremo respeitante a burla de 500 milhões de dólares ao BNA. O documento descreve que para além dos “500 milhões”, a empresa “Mais Financial” de Jorge Sebastião Pontes recebeu, em Agosto de 2017, a partir de Portugal, cerca de 24 milhões de euros que por sua vez este repartiu para outras contas suscitando duvidas ao Banco de Portugal.

 

Semanas antes de José Eduardo dos Santos, deixar o poder o seu filho José Filomeno Zenú e o “testa de ferro”, Jorge Pontes Sebastião enviaram três facturas ao Banco Nacional simulando ser pagamento para uma consultoria técnica que nunca foi feita. Segundo a PGR, “O BNA pagou-as todas as mesmas não tendo havido qualquer contrapartida. A primeira transferência ocorreu no dia 6 de Julho de 2017, a segunda no dia 19 e a terceira no dia 31 de Agosto perfazendo um total de 24 850 000 (vinte e quatro milhões e oitocentos e cinquenta mil euros)”.

 

Ao repartir os valores, a PGR descreve que Jorge Gaudens Pontes transferiu para a Concera, S.A. a quantia de 4 350 00 (quatro milhões e trezentos e cinquenta mil euros) e outros 1 700 000 (um milhão e setecentos mil euros) para uma conta em seu nome próprio .

 

Para além destes pagamentos foi ainda transferido pela “Mais Financial”, o valor de euros 290 870 para a empresa Deloite Consultores e 242 760 para uma conta do advogado angolano Teodoro Alexandre Soares Bastos de Almeida.

 

Esta movimentação de valores, segundo a PGR, “suscitou reservas, tendo o Banco de Portugal, aonde o dinheiro havia sido transferido feito uma analise de complianice, isto pelo volume total dos valores movimentados na conta, bem como pelas características das operações, na medida em que materializavam fluxos avultados entre contas do mesmo universo empresarial e ainda evidenciavam um volume e relações de negócios que aparentavam ser inconscientes com o ramo de atividade econômica da empresa Mais Financial Services.”

 

A PGR revela que terá já recuperado parte destes valores sendo que os autores da burla, José Filomeno dos Santos, Jorge Pontes Sebastião e outros,  aguardam por julgamento.

 



DEBATE NAS REDES SOCIAIS:




DEBATE NO ANÓNIMATO: